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Plenário do STF
G1 — Política · 2026-09-14T20:53:32.000Z
Plenário do STF
Quase sete em cada dez brasileiros (67%) dizem que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) deflagrada por novas revelações do escândalo do banco Master não afeta o voto na eleição presidencial.
Por outro lado, 7% afirmam que consideram mudar a escolha do candidato, enquanto 22% dizem que reforça a escolha que já fizeram. O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo e divulgado nesta segunda-feira (14). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Pergunta: a crise no STF influencia seu voto para presidente?
Não tem influência sobre o voto: 67%
Reforça a escolha atual: 22%
Faz considerar mudar o voto: 7%
Não sabe ou não respondeu: 4%
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, em meio à crise que tomou conta do STF desde o começo do mês, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da PF que cita mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Master preso por fraudes bilionárias, a um contato que a polícia atribuiu a Alexandre de Moraes.
Em resposta, Moraes pediu que Mendonça seja investigado por supostas irregularidades cometidas na condução do caso Master, entre elas abuso de poder e favorecimento a grupos políticos.
O que muda conforme o perfil do eleitorado
Os resultados da pesquisa mudam conforme o posicionamento político dos eleitores. Na direita não bolsonarista, 40% afirmam que a crise no STF reforça a decisão que já tomaram sobre em quem votar. Esse índice é de 35% entre os bolsonaristas.
Entre lulistas, por outro lado, 84% afirmam que o caso não influencia o voto e só 3% admitem trocar de candidato. Na esquerda não lulista, 76% afirmam que não há impacto no voto e 12% poderiam mudar.
Entre os eleitores independentes, que são um terço do total e podem decidir a eleição, 66% afirmam que a crise não muda o voto, 19% afirmam que reforça a escolha atual e 9% admitem mudar.
Veja mais detalhes sobre as respostas de cada grupo:
Não tem influência sobre o voto: 84%
Reforça a escolha atual: 10%
Faz considerar mudar o voto: 3%
Não sabe ou não respondeu: 3%
A margem de erro nesse grupo é de 5 pontos percentuais.
Esquerda não lulista
Não tem influência sobre o voto: 76%
Reforça a escolha atual: 10%
Faz considerar mudar o voto: 12%
Não sabe ou não respondeu: 2%
A margem de erro é de 6 pontos percentuais.
Não tem influência sobre o voto: 66%
Reforça a escolha atual: 19%
Faz considerar mudar o voto: 9%
Não sabe ou não respondeu: 6%
A margem de erro é de 4 pontos percentuais.
Direita não bolsonarista
Não tem influência sobre o voto: 51%
Reforça a escolha atual: 40%
Faz considerar mudar o voto: 6%
Não sabe ou não respondeu: 3%
A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Não tem influência sobre o voto: 52%
Reforça a escolha atual: 35%
Faz considerar mudar o voto: 9%
Não sabe ou não respondeu: 4%
A margem de erro é de 4 pontos percentuais.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.