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Marcão brinca com pitacos de Thiago Silva no Fluminense: "Se exagerar, eu falo: 'juvenil, segura'"

Marcão brinca com momento auxiliar de Thiago Silva

ge — Futebol · 2026-09-14T23:01:18.000Z

Marcão brinca com momento auxiliar de Thiago Silva

O técnico Marcão comanda o Fluminense nesta terça-feira no jogo de volta das quartas de final da Libertadores, contra o Platense, contando com um auxiliar de luxo dentro de campo: o zagueiro, capitão e amigo Thiago Silva.

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A entrevista completa será publicada nesta terça-feira. O Globo Esporte também publicará uma reportagem.

É dessa parceria que os tricolores esperam que saia a classificação a partir das 19h (de Brasília), quando a bola rola no Estádio Ciudad de Vicente López. A relação de anos é fruto do tempo em que jogaram juntos e mantiveram contato posteriormente. Para o treinador, o conhecimento do amigo é importante para melhorar seu próprio trabalho.

— É tão natural. Na verdade, a gente fala de jogo praticamente todo dia. Mesmo quando ele estava jogando fora, discutia e falava de jogo em todos os momentos da nossa vida. As esposas até falam assim: "Não é possível, né?" Elas pegam, filmam e tudo. "Não é possível. Vocês ficam falando de futebol a vida toda". Quando o Thiago estava fora, falávamos de Fluminense, e agora, dentro, é uma satisfação poder compartilhar esse momento junto. É natural dele. O Thiago enxerga o jogo de uma maneira como poucos. Consegue enxergar o jogo todo dentro de campo. É de uma riqueza isso, então eu tenho que aproveitar. Se ele exagerar, eu falo: "juvenil, segura um pouco" (risos) — brincou em entrevista exclusiva ao ge.

Gustavo Di Sarli traz informações direto do treino do Fluminense, em Buenos Aires

Marcão é um técnico de perfil agregador e que gosta de ouvir seus jogadores para tentar extrair o melhor deles. Foi assim que conseguiu encontrar uma forma de recolocar o Fluminense nos trilhos e romper uma sequência de oito jogos sem vencer para embalar na temporada.

Foi assim também que recuperou o melhor de duas figuras importantes nesse novo momento: o atacante Hulk e o meia Ganso. O primeiro é o artilheiro no período, e o segundo, uma liderança técnica no meio-campo.

— São dois grandes jogadores que já estão acostumados a fazer isso em todos os lugares por onde passaram. Vencedores acostumados a esse momento de pressão. Ouvi (Hulk) na entrevista falando que precisava de uma adaptação, de ter mais esse controle do jogo, e foi isso que a gente fez. Contribuiu com a ideia que eu acho que eles queriam — descreveu Marcão.

— Como é que eu coloco Ganso, Hulk e Soteldo para marcar?! Encurta a linha lá na frente ou um pouquinho atrás e mantém um bloco junto. E organizamos, como foi no gol passado (no jogo de ida). Um gol em que pressionamos com o Paulo, com o Hulk e o nosso volante, que fez o gol. Então a gente tenta trazer linhas próximas, dependendo do setor, para que eles estejam próximos, se ajudando. Isso que eles têm feito muito bem e tem feito o Fluminense muito forte em relação a todo o processo — completou.

Eu tenho que escutar esses caras. É obrigação minha parar e escutar esses caras, porque eu sei que eles estão ali pensando a mesma coisa que eu: fazer um Fluminense vitorioso

Foi essa mudança na identidade de jogo o principal ponto que Marcão modificou após assumir o posto de Zubeldía, há cerca de um mês. Ele usou sua capacidade de observação e a leitura do que o time precisava e poderia fazer com as peças que tinha.

Marcão comemora a classificação ao lado de Thiago Silva

Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Essa vem sendo a missão dele sempre que é acionado pela diretoria tricolor após a saída de um treinador. Ele fez questão de elogiar tanto o argentino quanto a comissão técnica dele e lamentou não ter conseguido ajudar.

— É um aprendizado tão grande tudo o que aconteceu para a gente. Na verdade, é responsabilidade de todos nós e a minha responsabilidade como auxiliar permanente da casa. Eu, como auxiliar permanente, sempre falo isso. É muito ruim. Parece que eu não consegui fazer mais e ajudar o treinador que ali estava, sabe?! Parece que faltou alguma coisa nossa. Uma pessoa de um nível assim... É um amigo. Me ligou agora para dar os parabéns pelo que está acontecendo, está feliz demais — contou o técnico.

O Fluminense chega a Buenos Aires com uma vantagem de 2 a 0 conquistada no jogo de ida contra o Platense. Com isso, pode até perder por um gol de diferença que se garante na semifinal. Uma derrota por dois leva a decisão para os pênaltis.

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