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Candidatos ao governo de PE gastaram mais de R$ 12,7 milhões na campanha; Raquel Lyra e João Campos concentram 96% dos gastos

Seis dos oito candidatos ao governo de Pernambuco em 2026 declararam gastos de campanha ao TSE.

G1 — Brasil · 2026-09-15T11:02:42.000Z

Seis dos oito candidatos ao governo de Pernambuco em 2026 declararam gastos de campanha ao TSE.

Os sete candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 gastaram mais de R$ 12,7 milhões desde o início da campanha, em 16 de agosto. Os dados fazem parte da primeira prestação de contas oficial enviada até o dia 13 de setembro à Justiça Eleitoral. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) foram os que mais declararam gastos, concentrando 96% do total (veja tabela mais abaixo).

No período mencionado, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra declarou R$ 7,6 milhões em gastos de campanha. O ex-prefeito do Recife João Campos registrou gastos de R$ 4,5 milhões. As informações estão disponíveis na plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A maior parte dos gastos é relacionada à contratação de agências de publicidade e de produtoras de audiovisual, à produção de jingles e vinhetas, à impressão de materiais em gráficas e ao pagamento de serviços advocatícios.

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As informações sobre receitas e despesas da campanha eleitoral são enviadas pelo Conta+JE, sistema da Justiça Eleitoral que centraliza a prestação de contas e é uma novidade do TSE no pleito deste ano.

A cada eleição, o TSE fixa um teto de gastos para cada cargo em disputa. Para os candidatos ao governo de Pernambuco, no pleito de 2026, o limite máximo de gastos definido é de R$ 11,5 milhões no primeiro turno e de mais R$ 5,7 milhões no caso de segundo turno. Ou seja, o político que participar dos dois turnos da eleição para o governo do estado pode gastar até R$ 17,3 milhões.

Os gastos dos candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) somam, juntos, cerca de R$ 600 mil. Victor Assis (PCO) não declarou nenhum gasto e nenhuma receita, como mostra a tabela a seguir.

Professor Jeremias do Banco (Democrata) também não registrou nenhum gasto no período, mas não aparece na lista a seguir porque teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral e não concorre mais ao pleito deste ano. Como a defesa do candidato não se manifestou no prazo de cinco dias, foi declarado trânsito em julgado, e a candidatura dele passou a constar como inapta.⬆

Gastos declarados pelos candidatos ao governo de PE entre 16/08 e 13/09

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Gastos de cada candidato

Veja mais detalhes sobre como cada candidato tem utilizado seus recursos de campanha, seguindo a ordem decrescente do total de gastos:

Raquel Lyra (PSD)

A candidata à reeleição tem a campanha mais cara na corrida pelo Palácio do Campos das Princesas até o momento, pois já declarou R$ 7.631.639,12 em gastos. Desse montante, cerca de R$ 3,7 milhões já foram pagos.

A maior parte dos gastos, de acordo com os dados disponíveis no Divulgacand, é relacionada a serviços prestados por terceiros, com R$ 4,5 milhões. Também foram gastos R$ 2,5 milhões com uma agenda de publicidade e mais R$ 1 milhão com a produção de jingles e vinhetas. A chapa declarou, ainda, R$ 283 mil em impulsionamento de publicações na Meta, empresa responsável por Instagram e Facebook, e R$ 232 mil com material impresso numa gráfica.

Em relação às receitas, que é o total de dinheiro recebido e disponível para ser gasto, a campanha de Raquel Lyra também tem o maior valor entre todas as candidaturas ao governo de Pernambuco neste ano: R$ 11,9 milhões. Quase a totalidade desse valor foi doada pelo diretório nacional do PSD, partido da governadora, com R$ 11,6 milhões.

O diretório estadual do PSD em Pernambuco doou R$ 190 mil. Ainda há registro de doações individuais. Entre elas, a do ex-governador de Pernambuco Gustavo Krause, pai da candidata à vice Priscila Krause (PSD), que fez uma doação de R$ 20 mil.

João Campos (PSB)

Segundo candidato ao governo de Pernambuco com mais gastos declarados à Justiça Eleitoral, João Campos apresentou um total de R$ 4.567.993,72 em despesas. Desse montante, R$ 3,5 milhões já foram pagos, de acordo com as informações disponíveis na plataforma Divulgacand.

A maior parte dos gastos do candidato do PSB está ligada à produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 1,1 milhão, além de R$ 1 milhão numa gráfica de material de campanha. Ele também declarou gastos de R$ 955 mil para impulsionamento de conteúdos nas redes sociais. Desse total declarado para impulsionado, R$ 565 mil foram para a Meta, responsável por Instagram e Facebook.

Em relação às receitas, João Campos declarou R$ 4,9 milhões, a segunda maior entre os candidatos ao governo do estado. Desse montante, mais de 70% são oriundos do diretório nacional do PSB, com R$ 3,5 milhões. O diretório nacional do Republicanos, partido do candidato a vice na chapa, Carlos Costa, doou R$ 1 milhão. Outros R$ 400 mil foram doados pelo diretório estadual do PSB. Não houve registro de doação individual na campanha do ex-prefeito do Recife.

Ivan Moraes (PSOL)

Terceiro candidato que mais gastou na campanha eleitoral, Ivan Moraes (PSOL) declarou gastos de R$ 453.259,49 no período citado, dos quais R$ 89 mil já foram pagos. A maior parte da verba utilizada é para serviços realizados por terceiros, com valores que totalizaram R$ 265 mil. Os recursos gastos com empresas de publicidade e materiais audiovisuais chegaram a R$ 92 mil.

A candidatura do PSOL declarou também uma receita total de R$ 660 mil. Desse montante, a maior parte veio do diretório nacional do partido, com R$ 450 mil. A Rede Sustentabilidade, partido da candidata a vice na chapa, Alice Gabino, doou R$ 200 mil a partir do diretório nacional. Foram contabilizados ainda R$ 454 de financiamento coletivo.

Renan Hallais (Missão)

O candidato do Missão tem o quarto maior gasto de campanha declarado até então. Desde 16 de agosto, Renan Hallais totalizou R$ 94.675,57 em despesas. O valor apresentado ao TSE já foi inteiramente pago. A maior parte dos gastos está relacionada a despesas com pessoal (R$ 45 mil), confecção de adesivos (R$ 36 mil) e uma produtora audiovisual (R$ 13 mil).

Em relação às receitas, a candidatura do Missão arrecadou R$ 102 mil. A quase totalidade desses recursos é oriunda de doação do diretório nacional do partido, que enviou R$ 100 mil. Outros R$ 2 mil da receita foram doados por financiamento coletivo.

Guilherme Fonseca (PSTU)

O candidato do PSTU declarou R$ 20 mil em gastos de campanha ao TSE. Desse valor, a maior parte foi gasta com serviços prestados a terceiros (R$ 10 mil) e serviços advocatícios (R$ 7 mil). Em relação a receitas, a campanha declarou um total de R$ 25 mil, valor integralmente doado pelo diretório nacional do PSTU.

Professora Camila (UP)

Entre os candidatos que declararam despesas e receitas nas eleições de 2026 para o governo de Pernambuco, Professora Camila é a que tem o menor valor declarado de gastos na campanha. Foram R$ 9.100.

A maior parte foi usada em materiais impressos de publicidade (R$ 6,7 mil) e numa produtora de audiovisual (R$ 2,4 mil). Em relação às receitas, a campanha dela arrecadou R$ 6,9 mil, sendo 80% desse valor oriundo de uma doação do diretório nacional da UP.

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