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O dólar abriu a sessão desta terça-feira (15) em alta, às vésperas da Superquarta, momento em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam suas decisões de juros. A moeda subia 0,15% perto das 9h,cotada a R$ 5,1551.Já as…
G1 — Brasil · 2026-09-15T12:00:23.000Z
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (15) em alta, às vésperas da Superquarta, momento em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam suas decisões de juros. A moeda subia 0,15% perto das 9h,cotada a R$ 5,1551.Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
O principal destaque da sessão fica por conta do julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Investidores também monitoram os preços do petróleo e seguem à espera das decisões de juros.
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A expectativa é que o Tribunal proponha uma apuração sobre o envolvimento de Moraes, mas a decisão de apurar ou não a conduta do ministro deve ser adiada.
Com isso, os preços do petróleo enfrentavam mais um dia de alta. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,09%, cotado a US$ 105,77. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 0,80%, a US$ 102,20 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Acumulado da semana: +0,43%;
Acumulado do mês: -0,63%;
Acumulado do ano: -6,22%.
Acumulado da semana: -0,91%;
Acumulado do mês: +4,56%;
Acumulado do ano: +15,13%.
Julgamento histórico no STF
O destaque da sessão fica com o julgamento previsto para esta terça-feira no STF, que deve analisar o relatório da Polícia Federal que revelou troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes.
Segundo o documento, foram 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações.
Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações.
INFOGRÁFICO: veja mensagens que Vorcaro mandou a número atribuído a Moraes antes de ser preso, segundo PF
Há, no entanto, diversas questões em aberto sobre como o julgamento vai funcionar, incluindo o que será efetivamente analisado, quem participará e votará na sessão e até a possível nulidade do documento.
A sessão começará regularmente, com a leitura da ata da sessão anterior e saudações aos ministros. Depois disso, os eventos acontecerão da seguinte maneira:
Como relator da matéria, caberá a Fachin abrir os trabalhos apresentando um resumo dos fatos e delimitado o objeto do julgamento.
Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, seguida de eventuais sustentações orais.
Após estar manifestações, o relator apresentará seu voto.
Em seguida, os ministros votarão na ordem prevista no regimento.
Por fim, o presidente proclamará o resultado.
O cenário que se desenha é de dificuldades para Alexandre de Moraes, mas a decisão sobre apurar ou não conduta do ministro poderá ser adiada.
Em seu primeiro posicionamento público desde o início da crise, Moraes afirmou que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e disse que jamais julgou processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira.
O ministro também classificou as acusações como uma tentativa de responsabilizá-lo por anotações produzidas por terceiros e afirmou que a ofensiva tem motivação "político-eleitoral".
De olho nos juros
As decisões de juros do BC e do Fed — ambas previstas para quarta-feira desta semana — são o principal destaque da sessão.
No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado.
O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022.
No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro também reduziu sua estimativa de inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, reforçando a perspectiva de que o BC reduza os juros.
Já nos EUA, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) interrompa a manutenção e decida por uma nova alta de juros nesta semana, em meio às novas altas da inflação americana.
No final do mês passado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia sugerido que o BC poderia ter que aumentar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços. Isso porque, segundo ele, mesmo com a melhora dos indicadores, ainda há a necessidade de cautela.
"Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed em agosto. "Caso contrário, temos trabalho a fazer".
Na Ásia, as bolsas chinesas caíram nesta terça-feira, já que uma leve alta nas ações do setor de hardware de IA não conseguiu compensar as perdas em outros setores, com dados mistos de agosto indicando uma demanda interna persistentemente fraca.
O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,5%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, teve perdas de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1%.
Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,01% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,85%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP