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O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk.
G1 — Economia · 2026-09-15T14:04:55.000Z
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk.
Denis Balibouse/ Reuters
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu na segunda-feira (14) uma "ação urgente" para regulamentar a inteligência artificial (IA), diante dos riscos sem precedentes apresentados pelos sistemas mais avançados da tecnologia.
"Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afeta não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade", disse Türk em um comunicado.
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"Exorto os Estados e as empresas a se mobilizarem urgentemente em estruturas multilaterais", acrescentou. "Todos os direitos humanos estão ameaçados" por essa tecnologia, incluindo "o direito à vida", afirmou.
A preocupação com as consequências da rápida evolução da IA tem crescido. Vários executivos de empresas de tecnologia dos Estados Unidos também defenderam um ritmo mais lento para os avanços nessa área.
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No sábado, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia para permitir uma avaliação mais aprofundada dos riscos associados às novas capacidades da IA. Ele recebeu apoio público de seu homólogo da OpenAI, Sam Altman, além do bilionário Elon Musk.
No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua discordância e, nesta segunda-feira, denunciou uma suposta "conspiração doentia" contra o desenvolvimento da IA. "O único que está feliz com isso é a China", escreveu o republicano em sua plataforma, a Truth Social.
Segundo o alto comissário, "a atual corrida por uma IA cada vez mais poderosa representa uma mudança radical e expõe todos os aspectos de nossas vidas a um risco existencial crescente".
Türk também lamentou que atualmente "dependemos quase que inteiramente de um pequeno número de empresas poderosas para tomar as decisões corretas sobre o desenvolvimento da IA para o benefício de toda a humanidade".
O chefe da inteligência chinesa também alertou, no domingo, que a IA pode ameaçar a segurança nacional, já que potências estrangeiras poderiam usar a tecnologia para desestabilizar o país.
Volker Türk já havia alertado o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 7 de setembro, que a inteligência artificial poderia representar um "risco existencial para a humanidade".
Nesta segunda-feira, ele pediu aos principais desenvolvedores de IA, "localizados principalmente na República Popular da China e nos Estados Unidos", que assumam a responsabilidade e ajam imediatamente para reduzir os riscos.