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Toffoli se declara suspeito e decide não participar de julgamento que pode abrir investigação sobre Moraes

'Não temos o direito de entregar um STF menor do que aquele que recebemos', diz Fachin

G1 — Brasil · 2026-09-15T14:32:29.000Z

'Não temos o direito de entregar um STF menor do que aquele que recebemos', diz Fachin

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito e não vai participar do julgamento que pode decidir abrir uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes.

Toffoli era relator das apurações envolvendo o Banco Master na Corte antes de André Mendonça.

A saída do ministro da relatoria do caso ocorreu em fevereiro, após o avanço das investigações da Polícia Federal (PF) apontarem a ligação do ministro com o Banco Master.

Desde que deixou a relatoria do Master, Toffoli não participou de julgamentos do caso na Segunda Turma do STF, como os que confirmaram a prisão de Daniel Vorcaro, de familiares, e do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.

O ministro também se declarou suspeito para analisar pedido que cobrava instalação da CPI do Master na Câmara.

O STF decide nesta terça sobre a validade de um relatório elaborado pela PF, a pedido de André Mendonça, que revelou mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, sugerindo blindagem contra as investigações.

A Corte deve analisar também o pedido de nulidade do relatório apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, que assina a manifestação, diz que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, não deveria pedir apurações sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro, sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF.

Ministro Dias Toffoli

Toffoli e o Master

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações após o avanço das investigações da PF apontarem a ligação dele próprio com negócios da instituição financeira.

O avanço das investigações revelou uma série de ligações envolvendo o Master, a gestora de investimentos Reag e o Resort Tayayá, no Paraná.

Em 2021, uma empresa gerida pelos irmãos de Toffoli, e da qual o ministro revelou ser sócio, vendeu a um fundo de investimentos uma parte que tinha no resort.

O negócio de R$ 3,1 milhões envolveu um fundo de investimentos chamado Arleen, que por sua vez está ligado a outro fundo chamado Leal, cujo responsável é o cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.

A empresa Maridt, dos irmãos de Toffoli, teve participação no resort até o ano passado.

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