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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (15) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante o julgamento que discute atos praticados na investigação envolvendo o…
G1 — Política · 2026-09-15T15:21:15.000Z
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (15) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante o julgamento que discute atos praticados na investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Ao comentar a decisão que determinou a saída temporária de Andrei do cargo, Gilmar afirmou que a medida não deveria ter sido adotada e classificou a situação como um "vexame" para a instituição.
"Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado submetido à hierarquia, não faria afastamento de um diretor-geral da Polícia. É como afastar o presidente da Nasa ou tirar o comandante do Exército", declarou.
Em seguida, o ministro elevou o tom das críticas.
"Sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa. Quando ele tiver a tentação, tem que pedir que Deus interceda e não faça", afirmou.
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As críticas foram dirigidas à decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal.
Segundo Gilmar, a decisão submeteu a Polícia Federal a um "vexame" institucional.
Gilmar afirmou que já previa que a medida geraria consequências e disse que o comando da corporação não poderia ser tratado da mesma forma que outros cargos da administração pública.
"Submeter uma instituição que já vive todos os problemas que tem a este tipo de vexame é de uma falta de emoção, de uma gravidade que eu jamais vi", disse.
As declarações foram dadas enquanto os ministros discutiam a condução dos procedimentos relacionados ao relatório produzido pela Polícia Federal e as decisões conflitantes tomadas no caso por integrantes da Corte.
Antes da fala de Gilmar, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que havia decisões divergentes de ministros sobre a situação do diretor-geral da PF e que a Presidência não poderia "se imobilizar" diante desse cenário.
Gilmar disse ainda que, pela experiência acumulada em décadas de magistratura, já avaliava que o afastamento não deveria ter ocorrido e que a medida representou um erro grave na condução do caso.
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Jornal Nacional/ Reprodução
Fux vê desvios de finalidade
Após a fala de Gilmar, o ministro Luiz Fux afirmou que a Segunda Turma do STF identificou "desvios de finalidade" na atuação do diretor-geral da Polícia Federal.
Segundo Fux, a corporação passou a atuar contra o Poder Judiciário ao encaminhar documentos e informações que, na avaliação dele, contribuíram para desgastar a Corte.
"O que não pode é a Polícia Federal trabalhar contra o Poder Judiciário", afirmou Fux.
O ministro também declarou que nunca havia imaginado uma situação em que a Polícia Federal "peitasse" um integrante do Supremo e disse que a atuação do tribunal buscou conter uma crise institucional entre a corporação e a Corte.
- Esta reportagem está em atualização