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'Temos hoje uma PF paralela', diz Fux ao comentar sobre afastamento de Andrei determinado por Mendonça

Luiz Fux, ministro do STF, em esesão que analisa se Moraes deve ser investigado

G1 — Brasil · 2026-09-15T15:48:02.000Z

Luiz Fux, ministro do STF, em esesão que analisa se Moraes deve ser investigado

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou nesta terça-feira (15) decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, depois submetida à Segunda Turma.

"Tem que ter responsabilidade judicial. Não se pode admitir que fique um órgão agindo contra o Supremo Tribunal Federal. Peitando ministro do STF", disse Fux.

Em concordância com o colega, o ministro André Mendonça, que falava fora do microfone, afirmou: "Temos hoje uma PF paralela".

O julgamento virtual da Segunda Turma já conta com maioria de votos para referendar o afastamento. No entanto, a conclusão da sessão foi interrompida após um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes.

Situação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, será definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.

"A Segunda Turma percebeu uma série de desvios de finalidade na atuação do diretor-geral da PF. Naquela oportunidade verificou-se que - nós temos a maior admiração pela Polícia Federal. A Polícia Federal sempre trabalhou em prol do Poder Judiciário. O que não pode é a PF trabalhar contra o Poder Judiciário; instrumentalizar pessoas para sustentarem posições contra o Poder Judiciário", disse o ministro.

A crise que resultou no afastamento da cúpula da PF escalou após André Mendonça retirar o sigilo de relatório da PF, produzido a pedido do ministro, com mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os diálogos faziam menção direta ao nome "Andrei" — identificado pela própria coporação como o diretor-geral, Andrei Rodrigues.

A situação atingiu novo patamar depois que o ministro Alexandre de Moraes decidiu retirar o sigilo de seis "relatórios de inteligência" produzidos de forma oculta pela PF ao longo do mês de agosto.

Os documentos trouxeram apontamentos sobre a atuação de André Mendonça nos casos Master e do INSS e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias.

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