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Governo Trump redireciona US$ 52 milhões em assistência militar para apoiar países alinhados a Trump na América Latina

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, em 8 de setembro de 2026

G1 — Mundo · 2026-09-15T16:27:18.000Z

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, em 8 de setembro de 2026

O governo Trump retirou dezenas de milhões de dólares em assistência militar estrangeira destinada a países da Europa e do Oriente Médio para passar a apoiar países da América Latina com governos alinhados ideologicamente ao presidente Donald Trump.

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O Departamento de Estado notificou o Congresso dos EUA nesta terça-feira (15) sobre a realocação de verbas, um total de US$ 52 milhões (cerca de R$ 267,3 milhões), que passarão a ser entregues aos seguintes países:

Até o momento, esse financiamento militar estrangeiro era destinado a Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque.

O secretário de Estado Marco Rubio visitou a Colômbia, o Equador e o Peru na semana passada e prometeu apoio adicional a esses países, enquanto o governo Trump prioriza o Hemisfério Ocidental em sua política externa, com ênfase no combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal.

O financiamento militar estrangeiro fornece aos países beneficiários recursos dos contribuintes americanos para que possam comprar equipamentos militares de empresas de defesa dos Estados Unidos.

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O Departamento de Estado afirmou que os recursos serão usados para "combater o narcoterrorismo em nosso próprio quintal e ajudar a continuar garantindo a segurança do Canal do Panamá", acrescentando que o Hemisfério Ocidental foi historicamente negligenciado na assistência militar dos EUA.

"Esses recursos impedirão que adversários estabeleçam posições estratégicas em nosso hemisfério", afirmou o departamento, em uma crítica velada à China, que tem buscado cada vez mais ampliar sua presença na América Latina.

A transferência dos recursos não elimina o financiamento militar estrangeiro destinado à Tunísia, ao Iraque, à Macedônia do Norte ou à Eslováquia, embora o valor exato que permanecerá disponível para esses países não estivesse imediatamente claro.

O Departamento de Estado afirmou, porém, que a atual distribuição do financiamento "não está alinhada com a prioridade dada pelo governo" ao Hemisfério Ocidental.

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