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Suspeito de integrar esquema de fraude em licitações e desvio de recursos é preso no PI

MPPI detalha investigação sobre reforma de Mercado Central em Floriano

G1 — Brasil · 2026-09-15T18:45:03.000Z

MPPI detalha investigação sobre reforma de Mercado Central em Floriano

Uma pessoa apontada como suspeita de integrar um suposto esquema de desvio de recursos públicos e fraude em licitações no município de Floriano foi presa na segunda-feira (15), em Demerval Lobão, no Centro-Norte do Piauí. A identidade não foi divulgada.

A prisão é um desdobramento da Operação (Des)Concentrar, deflagrada pelo Gaeco no último dia 10. Segundo o Ministério Público, as investigações apontam indícios de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos executados em Floriano.

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Em nota, a Procuradoria-Geral do Município de Floriano informou que o município ainda não foi procurado, notificado ou intimado pelo Ministério Público (confira a nota).

À TV Clube, o promotor de Justiça Edgar dos Santos Bandeira Filho explicou que mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a um vereador, servidores públicos municipais e promotores de eventos. O Ministério Público não informou quais materiais foram apreendidos durante a operação.

“Identificamos agentes públicos envolvidos que foram incluídos na operação porque há movimentações financeiras suspeitas entre essas empresas e esses agentes”, afirmou o promotor.

Um policial identificado pelas iniciais W.M.C.J. também foi preso durante a operação, mas foi liberado após pagamento de fiança.

Segundo o Gaeco, a investigação teve início após uma denúncia apresentada por vereadores e pela análise de documentos relacionados à contratação de uma construtora para a reforma do Mercado Público Central de Floriano.

De acordo com as apurações, os investigadores identificaram indícios de direcionamento de licitações, realização de aditivos contratuais sem respaldo legal e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

“Fizemos uma análise completa do processo licitatório e verificamos uma série de indícios que demonstravam que essa empresa estava sendo beneficiada na contratação. Um dos principais pontos foi um aditivo que elevou o valor do contrato em quase 50%”, explicou o promotor.

Ele afirmou ainda que a empresa investigada integra um grupo de outras companhias que também executam obras no município.

“A empresa responsável pela obra do mercado é uma; a que executa a obra do cais é outra. No entanto, todas fazem parte de um mesmo grupo. A gente vê que a cabeça desse grupo é apenas uma, então estamos tratando como um consorcio de empresas, todas voltadas para a mesma finalidade”, afirmou.

Bloqueio de bens, valores e ativos até R$ 22,99 milhões

Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, valores e ativos financeiros de pessoas físicas e empresas investigadas. O valor total dos bloqueios pode chegar a R$ 22,9 milhões, segundo o Ministério Público.

A Justiça também determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas apontadas como integrantes do grupo investigado. Com a medida cautelar, elas estão proibidas de firmar novos contratos com a administração pública.

Além disso, foi determinada a suspensão dos contratos atualmente em vigor entre essas empresas e a Prefeitura de Floriano. Segundo o Ministério Público, a medida busca evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos e proteger o interesse público enquanto as investigações continuam.

Nota da Procuradoria-Geral de Floriano

A Procuradoria-Geral do Município de Floriano, em atenção às notícias veiculadas pela imprensa sobre a operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Piauí, contra desvio de recursos públicos e fraude em licitações, vem a público esclarecer o seguinte:

1. O Município de Floriano não foi notificado, intimado ou formalmente procurado pelo Ministério Público do Piauí ou por qualquer outro órgão de investigação no âmbito da referida operação até a presente data.

2. A Administração Municipal não teve acesso a qualquer inquérito, representação ou peça processual relacionada ao caso, tomando conhecimento dos fatos exclusivamente por meio da imprensa.

3. O Município reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a transparência e a lisura na condução de seus procedimentos licitatórios e na aplicação dos recursos públicos.

4. Caso venha a ser oficialmente notificado ou requisitado a prestar esclarecimentos, o Município colaborará integralmente com as autoridades competentes, disponibilizando toda a documentação e informações necessárias à apuração dos fatos.

A Procuradoria-Geral do Município permanece à disposição da imprensa para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários.

MPPI deflagra Operação (DES)CONCRETAR NO Piauí

*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.

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