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Mulher é presa por golpe do ‘falso cafetão’ que usa anúncios de acompanhantes e nome de facções para extorquir vítimas

Mulher é presa por golpe do 'falso cafetão' que usava anúncios e facções em MS

G1 — Brasil · 2026-09-15T18:25:25.000Z

Mulher é presa por golpe do 'falso cafetão' que usava anúncios e facções em MS

Uma mulher foi presa nesta terça-feira (15), em Dourados (MS), suspeita de participar de um esquema de extorsão conhecido como “golpe do falso cafetão faccionado”. Segundo a Polícia Civil, criminosos se passam por integrantes de facções e ameaçam usuários de um site de acompanhantes para exigir pagamentos via Pix.

De acordo com a investigação, as vítimas acessam anúncios de acompanhantes publicados na plataforma pornográfica e interagem com os contatos divulgados. Depois, passam a receber mensagens de desconhecidos que se apresentam como integrantes de organizações criminosas.

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Os golpistas afirmam que a vítima teria causado prejuízo a uma garota de programa ou ao suposto “cafetão” responsável pelo anúncio. Em seguida, ameaçam a vítima e familiares e exigem pagamentos imediatos via Pix.

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF), os criminosos citam nomes de facções conhecidas, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho, para aumentar o medo das vítimas e dar credibilidade às ameaças.

Mulher foi presa suspeita de coordenar golpe

Suspeita de operar dinheiro do golpe

A mulher presa nesta terça-feira é investigada por possível atuação na parte financeira do esquema. Conforme a Polícia Civil, foram identificados indícios de uso de contas bancárias de terceiros para receber e, posteriormente, movimentar valores provenientes das extorsões.

A suspeita também é investigada por possível recrutamento de pessoas para disponibilizar contas bancárias destinadas ao recebimento dos pagamentos.

A prisão é temporária. A mulher será interrogada e a investigação continua para identificar outros possíveis participantes do esquema.

A DERF também apura a possível participação de um homem que já está preso. A polícia busca esclarecer a origem das ameaças, como funcionava a divisão de tarefas entre os envolvidos e qual era o destino final do dinheiro.

Polícia procurou site

A investigação também apura a recorrência da plataforma como ponto inicial dos casos. Segundo a Polícia Civil, a DERF procurou os responsáveis pelo site mais de uma vez para tentar esclarecer como os criminosos estariam obtendo informações relacionadas aos usuários.

De acordo com a delegacia, os pedidos de esclarecimentos e colaboração não foram respondidos até esta terça-feira.

A Polícia Civil orienta que usuários de sites de acompanhantes que recebam mensagens de pessoas se apresentando como cafetões ou integrantes de facções e exigindo dinheiro sob ameaça não façam pagamentos e procurem uma delegacia.

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