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Jovem que estava desaparecida morre após ser encontrada com o corpo queimado, em Goiânia
G1 — Brasil · 2026-09-15T19:29:29.000Z
Jovem que estava desaparecida morre após ser encontrada com o corpo queimado, em Goiânia
Geovanna Janny Brites Monteiro, de 23 anos, morreu após ficar internada com queimaduras em Goiânia. A jovem estava desaparecida desde 28 de agosto e foi levada ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) no dia 6 de setembro. Ela morreu no domingo (13).
Ao g1, a irmã de Geovanna, Thamires Cristina Soares de Oliveira, contou que a jovem morava no Jardim Novo Mundo, em Goiânia, e havia saído para visitar a madrinha, em Goianira, quando desapareceu. A família registrou um boletim de ocorrência e fazia buscas por ela.
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Segundo Thamires, antes de sofrer as queimaduras, Geovanna comprou gasolina em um posto próximo ao Hugol. A família questiona as circunstâncias em que o combustível foi vendido e cobra esclarecimentos sobre o que aconteceu depois.
“O posto fica quase de frente para o Hugol. Como um posto na porta de um hospital vende gasolina para uma pessoa como a Geovanna, visivelmente em crise? Onde estava a responsabilidade do frentista e do gerente de negar essa venda?”, questionou Thamires.
Geovanna Janny Brites Monteiro, de 23 anos, morreu após ficar internada com queimaduras em Goiânia
Arquivo Pessoal/Thamires Cristina Soares de Oliveira
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Caso é investigado como morte acidental
A família só soube do paradeiro de Geovanna após a internação. Thamires afirmou que recebeu a informação de que a própria irmã teria ateado fogo ao corpo, mas disse que os parentes querem saber exatamente o que aconteceu. Essa versão não foi confirmada pelas autoridades.
A Polícia Civil informou que o caso está registrado como morte acidental por queimadura. A Polícia Científica confirmou a identidade de Geovanna e informou que a causa da morte foram as queimaduras. O órgão explicou que foi acionado para buscar o corpo no hospital e não realizou perícia no local onde a jovem sofreu as lesões. Por isso, não possui informações sobre como as queimaduras aconteceram.
Família questiona venda de combustível
Thamires afirmou que quer saber em quais condições a gasolina foi vendida à irmã, se o posto poderia comercializar o combustível fora do tanque de um veículo e em qual recipiente ele teria sido entregue.
“Eu quero saber: esse posto tinha autorização para vender gasolina fracionada? Em que recipiente venderam para ela? [...] Hoje essa venda custou a vida da minha irmã”, disse.
Uma semana internada
O Hugol confirmou que Geovanna morreu no dia 13 de setembro. Em nota, o hospital informou que, apesar dos esforços da equipe multiprofissional, a paciente não resistiu.
Geovanna deixou dois filhos, uma menina de 8 anos e um menino de 4. Segundo Thamires, a família esperava que a jovem se recuperasse e voltasse para casa.
“A nossa família está arrasada. Estamos surpresos, porque não esperávamos por isso; esperávamos que ela voltasse para casa”, desabafou a irmã.
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