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DJ é condenado por tentativa de feminicídio após invadir casa de ex agredi-la brutalmente

Júri Kássio Fernando Ragazzi

G1 — Brasil · 2026-09-15T22:11:44.000Z

Júri Kássio Fernando Ragazzi

Um homem foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio contra a ex-namorada em Belo Horizonte. O DJ Kássio Fernando dos Santos Ragazzi, de 36 anos, foi julgado nesta terça-feira (15), no 1º Tribunal do Júri da capital.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em 30 de julho de 2024, na casa da vítima, no bairro Jardim Felicidade, na Região Norte de Belo Horizonte. Kássio teria invadido o imóvel durante a madrugada após não aceitar o fim do relacionamento.

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Ainda conforme a acusação, o homem agrediu a ex-companheira e bateu a cabeça dela diversas vezes contra a parede. Em seguida, teria cometido violência sexual e tentado arrancar o útero da vítima, que precisou passar por uma cirurgia em decorrência do episódio.

Kássio foi preso em flagrante no mesmo dia e teve a prisão convertida em preventiva dois dias depois.

O que é feminicídio?

No júri desta terça-feira, foi reconhecida a prática de tentativa de homicídio qualificado por feminicídio. O juiz presidente, Marco Antônio Silva, fixou a pena em 28 anos de reclusão, em regime fechado, e aplicou a redução de um terço prevista para crimes tentados, chegando aos 18 anos de prisão.

Réu alega violência mútua

Durante o julgamento, quatro testemunhas foram ouvidas. Em interrogatório, Kássio negou ter estuprado a ex-companheira e afirmou que os dois se agrediram mutuamente.

O réu reconheceu ter agredido a mulher, mas disse que deixou a casa após o ataque e que ela estava "lúcida" e "caminhando normalmente". Ele informou que havia ido ao imóvel apenas para conversar.

Kássio afirmou ainda que se arrepende de ter ido à casa da ex-namorada e de ter chegado às vias de fato.

Histórico de agressões

De acordo com o boletim de ocorrência, o casal namorou por dois anos, mas terminou o relacionamento cerca de 15 dias antes do crime. Nesse período, o homem teria invadido a casa da ex-namorada outras três vezes para forçá-la a manter relações sexuais.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Kássio já tem passagens por estupro de vulnerável e violência doméstica.

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