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Copom deve cortar taxa básica de juros da economia pela 5ª vez seguida, para 13,75% ao ano

Edifício-sede do BC em Brasília, onde a decisão sobre a taxa de juros é tomada

G1 — Economia · 2026-09-16T03:00:00.000Z

Edifício-sede do BC em Brasília, onde a decisão sobre a taxa de juros é tomada

Adobe stock - Banco Central.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (16) e deve promover o quinto corte seguido na taxa básica de juros da economia — de 14% para 13,75% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro.

🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

Mesmo com o corte, em termos reais (descontada a inflação projetada para os próximos doze meses), a taxa ainda é uma das mais altas do mundo.

Para o fim do ano, a aposta do mercado financeiro, até o momento, é de que o juro básico fique em 13,75% ao ano — essa seria a última queda neste ano.

Agora no g1

O governo anunciou na última semana redução de imposto e manutenção dos subsídios aos combustíveis no Brasil para atenuar o impacto da alta do petróleo no mercado interno.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na semana passada que espera que a guerra contra o Irã termine logo após as eleições legislativas de novembro.

Para o banco Itaú, que projeta corte na taxa para 13,75% ao ano nesta quarta-feira, o cenário doméstico continua sendo de moderação da atividade econômica e mercado de trabalho aquecido.

"A inflação corrente (IPCA cheio e núcleos) segue com dinâmica mais benigna, especialmente em alimentos e bens industriais. Expectativas de inflação não apresentaram piora adicional, mas seguem distantes da meta. Por outro lado, o cenário internacional permanece incerto, com pressão recente na curva de juros dos EUA e nova rodada de elevação das tensões no oriente médio, gerando volatilidade nos preços de petróleo", acrescentou a instituição financeira, em comunicado.

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Como as decisões são tomadas

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.

Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.

Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.

Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 4,9%, 4,3% e 3,80% - todas acima da meta central de inflação.

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