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Crise no STF: Lula diz que quem cometeu erro tem que pagar e cita Moraes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16) que não pode ser responsabilizado pelas indicações dos ministros Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que…

G1 — Política · 2026-09-16T13:14:39.000Z

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16) que não pode ser responsabilizado pelas indicações dos ministros Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que não estava na Presidência da República quando eles foram nomeados.

Ao comentar críticas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Lula declarou que a responsabilidade pelas indicações é de quem estava no cargo à época e defendeu que qualquer pessoa que tenha cometido irregularidades seja investigada e julgada.

A declaração foi dada no canal e podcast "Desce a Letra Show".

"Eu não era presidente quando indicaram Moraes, Kassio e Mendonça. Quem indicou é que tem responsabilidade, não eu", afirmou.

Lula também disse defender que todos tenham direito à ampla defesa e a um julgamento justo, mas ressaltou que eventuais crimes devem ser punidos, independentemente de quem seja o investigado.

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"Todo mundo que cometeu erro tem que ser julgado. Eu defendo julgamento justo, direito de defesa, mas, se cometeu delito, tem que pagar. Vale para mim, vale para o Fachin, vale para o Moraes. Essa é a minha tese", declarou.

Na mesma entrevista, o presidente elogiou a atuação de Alexandre de Moraes na condução da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2022. Segundo Lula, o ministro teve papel importante na defesa do sistema eleitoral diante dos questionamentos feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas.

"Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia. Ele foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição em que eu ganhei e sabe da tentativa que o Bolsonaro fez de destruir a credibilidade da urna eletrônica", disse.

Lula voltou a defender a segurança do sistema de votação brasileiro e afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras são confiáveis.

"A urna é séria. Ela não está subordinada à internet", declarou.

O presidente também afirmou estar tranquilo em relação às críticas e disse considerar importante rebater versões que, segundo ele, distorcem os fatos.

"Temos que mostrar a narrativa correta. E eu estou tranquilo quanto a isso", concluiu.

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Jornal Nacional/ Reprodução

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