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Polilaminina é aplicada em paciente de Rondônia que sofreu acidente de trânsito

Paciente de 39 anos é o primeiro do SUS em RO a receber polilaminina

G1 — Brasil · 2026-09-16T13:39:42.000Z

Paciente de 39 anos é o primeiro do SUS em RO a receber polilaminina

Um paciente de 39 anos, vítima de um acidente de trânsito, foi o primeiro de Rondônia a receber a polilaminina pelo SUS, uma substância experimental estudada para o tratamento de lesões na medula espinhal. O procedimento foi realizado no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro) na segunda-feira (14). A identidade do paciente não foi divulgada.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que o homem sofreu um trauma grave na coluna torácica no sábado (12), o que comprometeu os movimentos. Ele foi atendido com urgência e chegou a passar por uma cirurgia, até que um avaliação médica apontou que o paciente atendia aos critérios para participar do protocolo de pesquisa que prevê a aplicação da polilaminina.

🔎Apesar dos resultados iniciais animadores em estudo preliminar, ainda não há comprovação científica quanto à eficácia ou segurança da substância. É necessário cumprir todas as etapas previstas, especialmente os ensaios clínicos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou o início da fase 1.

O que a polilaminina pode fazer e o que ainda não se sabe sobre a substância

A pesquisa com a polilaminina é liderada pela cientista Tatiana Sampaio, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integrantes da equipe da pesquisadora estiveram em Rondônia para acompanhar o procedimento.

Segundo Mittler Maya, pesquisador que acompanha o procedimento, a aplicação foi realizada dentro do período considerado adequado pelo protocolo de pesquisa. De acordo com ele, de mais de 100 casos avaliados no Brasil, menos de 10 conseguiram receber a aplicação dentro das 72 horas após a lesão, intervalo que pode favorecer a recuperação do paciente.

"A gente não pode prometer que o paciente vai voltar a andar, que ele vai voltar tudo normalmente, mas a gente tem observado isso na prática, a grande evolução dos pacientes que receberam a polilaminina, que é muito diferente da própria história natural da doença, que é uma doença extremamente debilitante e dita como incurável pela medicina", disse.

A Sesau reforça que por estar em fase experimental, a aplicação não garante que o paciente terá recuperação dos movimentos ou da sensibilidade. A evolução do quadro será acompanhada pela equipe médica conforme os protocolos da pesquisa.

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