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Prefeito de Coari é afastado do cargo após operação da PF

Prefeito de Coari é afastado do cargo após operação da PF

G1 — Brasil · 2026-09-16T16:14:11.000Z

Prefeito de Coari é afastado do cargo após operação da PF

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), foi afastado do cargo por 90 dias por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão faz parte de uma investigação sobre suspeita de desvio de recursos públicos. Nesta quarta-feira (16), a Polícia Federal (PF) também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao prefeito e ao filho dele, o deputado federal Adail Filho (MDB).

A investigação que resultou na operação policial teve início após a prisão em flagrante de três empresários no Aeroporto de Brasília. Segundo as informações que constam no inquérito, Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moutinho foram presos com mais de R$ 1,25 milhão em espécie durante um voo entre Manaus e Brasília. Na ocasião, eles não apresentaram comprovação da origem do dinheiro.

O advogado Fabricio de Melo Parente, que representa Adail Pinheiro e Adail Filho, disse ao g1 informou que os dois receberam a informação sobre a operação “com surpresa”. A defesa afirmou ainda que considera o afastamento do prefeito “desnecessário” e que pretende apresentar as medidas cabíveis após ter acesso ao conteúdo da investigação.

A defesa também informou que pediu acesso ao material do inquérito para apresentar recurso e tentar reconduzir Adail Pinheiro ao cargo. O advogado ressaltou que o prefeito não é réu, não foi denunciado e não tem condenação relacionada ao caso.

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“Ele não é réu, ele não é condenado, não tem denúncia, não tem absolutamente nada contra ele”, disse.

O advogado confirmou que Adail Filho foi alvo de busca e apreensão, mas disse que a medida não interfere no mandato parlamentar. “Não houve qualquer tipo de decisão que afetasse o seu mandato de parlamentar”, declarou.

O g1 tenta localizar a defesa de Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moutinho

Como começou a investigação

A investigação começou com a prisão de três empresários no Aeroporto de Brasília. Segundo as informações que constam no inquérito,, Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Wagner Santos Moutinho foram presos com mais de R$ 1,25 milhão em espécie durante um voo entre Manaus e Brasília e não apresentaram comprovação da origem do dinheiro.

Documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos com os empresários foram analisados com autorização judicial. Segundo um despacho de Alexandre de Moraes, o material indicou, de acordo com a investigação, a realização de repasses financeiros por empresas vinculadas aos investigados em benefício de Adail Filho e de Adail Pinheiro.

“Na mesma ocasião, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que, após análise autorizada judicialmente, revelaram a realização de repasses financeiros por pessoas jurídicas vinculadas aos investigados em benefício do Deputado Federal Adail Filho e de seu pai, Manoel Adail, prefeito do Município de Coari/AM”, diz trecho da decisão.

Em 24 de junho de 2026, Moraes prorrogou a investigação por mais 60 dias, após pedido da Polícia Federal. Segundo a decisão, a PF apontou a complexidade dos fatos investigados, a quantidade de pessoas físicas e jurídicas envolvidas e a existência de diligências ainda pendentes.

A defesa nega envolvimento de Adail Pinheiro e Adail Filho e aguarda a análise dos pedidos feitos ao STF.

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