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Governo Trump diz que Brasil falhou no combate ao PCC e CV
G1 — Brasil · 2026-09-16T19:31:20.000Z
Governo Trump diz que Brasil falhou no combate ao PCC e CV
Além do Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou desafetos no relatório sobre países onde há mais produção e tráfico de entorpecentes no mundo.
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O documento é um relatório que a Casa Branca envia anualmente ao Legislativo norte-americano com um panorama da situação do tráfico de drogas no mundo.
Nele, Trump critica a atuação no combate ao tráfico de drogas de países com os quais trava rivalidade ou embates recentes.
Além do Brasil, foram criticados no documento:
A China, principal rival geopolítica dos Estados Unidos;
O Canadá, com quem o governo Trump vem travando uma guerra tarifária;
No documento, Trump pede que o governo canadense adote medidas para acabar com laboratórios clandestinos de drogas. Sobre o México, a Casa Branca exige medidas contra organizações narcoterroristas que dominam territórios no país.
Trump também fez críticas à China. No documento ele afirma que, apesar de ter conversado com o presidente Xi Jinping sobre o combate à entrada de fentanil ilegal nos EUA, Pequim precisa reduzir o fluxo de substâncias usadas na produção da droga.
Nações governadas por aliados, por outro lado, foram elogiadas no relatório. O presidente norte-americano citou, no texto, mudanças políticas em países da América do Sul com governos aliados.
Entre os exemplos citados de forma positiva estão Venezuela, Bolívia e Colômbia. Segundo o relatório, houve avanços nesses países, mas novas medidas ainda são necessárias.
Segundo o documento, mudanças recentes de governo em alguns países "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos".
No relatório enviado ao Congresso dos EUA na terça-feira (15), o presidente pede que o governo Lula adote, "com urgência, medidas enérgicas para enfrentar" os grupos. PCC e CV foram incluídos recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas.
O documento diz ainda que, enquanto outros governos do Hemisfério Ocidental estão tomando "medidas corajosas" para erradicar cartéis, o Brasil não está enfrentando o PCC e o CV.
Segundo o relatório, as facções criminosas brasileiras "transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína".
"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas firmes para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", diz.
No documento, Trump afirma ainda que as duas facções constituem uma "ameaça à segurança mundial".
Nos bastidores, os repórteres Ricardo Abreu e Guilherme Balza, da GloboNews, apuraram que diplomatas brasileiros avaliam que o documento reforça o viés da política externa de Trump na América Latina.
A avaliação também é de que há seletividade por parte da Casa Branca. O mesmo documento faz acenos a novos governos eleitos na América do Sul que também foram apontados por falhas no combate às drogas, mas estão alinhados a Trump. Veja mais abaixo.
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Lula e Trump
Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters
O mesmo documento assinado por Trump listou países classificados pelos EUA como locais de trânsito ou produção de drogas e fez críticas. O Brasil não está nessa relação. Veja a seguir:
O relatório do presidente afirma que, no último ano, Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia também falharam em cumprir as obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico.
A cerca que divide a fronteira EUA-México no Arizona, EUA, em 22 de janeiro de 2025.
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