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Na classificação em cima do Santos, nos pênaltis, o Atlético-MG reviveu os "anos de ouro" que fazem balançar o coração do torcedor mais nostálgico. Em atuação de gala, a equipe fez jus ao canto de "time da virada", embalado pela torcida do…
ge — Futebol · 2026-09-17T06:00:00.000Z
Na classificação em cima do Santos, nos pênaltis, o Atlético-MG reviveu os "anos de ouro" que fazem balançar o coração do torcedor mais nostálgico. Em atuação de gala, a equipe fez jus ao canto de "time da virada", embalado pela torcida do início ao fim. O clube também atingiu um desejo antigo: transformou a Arena MRV em caldeirão e segue vendo a Sul-Americana como obsessão - está a dois jogos da grande final.
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O placar de 2 a 0 do jogo de ida não desanimou os jogadores e o técnico Eduardo Domínguez. Exalando confiança, o grupo mostrou que a torcida poderia acreditar, lema esse que não é tão difícil de ser agarrado pelos atleticanos.
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Com time titular, Domínguez utilizou Alan Franco como lateral-direito. O escolhido para o ataque foi Reinier. A "fome" do Atlético ficou evidente logo no apito inicial. Aos 17 segundos, Bernard abriu o placar após passe de Fred.
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O gol foi o suficiente para incendiar a torcida do Atlético, que passou a cantar e vibrar ainda mais alto. O ritmo frenético em campo fez a confiança aumentar. Aos 20 minutos, não existia mais vantagem do Santos. Reinier bateu de primeira, contando com nova assistência de Fred, e balançou a rede.
O plano parecia perfeito. Toda a estratégia estava dentro do esperado. O Galo teve a posse de bola e controlou todas as ações. O Santos não levava perigo a Delfim. Mas bastou uma única desatenção. A primeira grande chance do adversário foi em lance de falta na lateral. Lyanco marcou gol contra, após a cobrança para a área.
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Mesmo com esse cenário, a torcida do Atlético não abriu mão de empurrar o time. No fim do primeiro tempo, Reinier apareceu novamente para marcar mais um. Grande destaque da partida. O atacante assumiu a posição de centroavante e tomou conta do setor ofensivo.
O placar levaria a decisão para os pênaltis. No segundo tempo, Cassierra voltou na vaga de Reinier, que levou a mão à coxa na comemoração do segundo gol. O Atlético entrou mais desligado e acabou proporcionando momentos de protagonismo do Santos, que pressionou.
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Domínguez escolheu trocar algumas peças. Abriu mão de povoar o meio e de investir na marcação. Em novo lance individual, Lyanco falhou no bote em passe para Gabigol e deixou o atacante do Santos cara a cara com Gabriel Delfim. Ele chutou rasteiro para colocar fim ao sonho do Galo.
Embora tivesse perdido um pouco da força, a arquibancada seguiu com o mesmo ritmo. O cenário parecia improvável e até distante. O Atlético tinha perdido o controle do jogo. Domínguez então foi ousado. Apostou em Borbas na vaga de Lyanco. Tudo ou nada.
Replay dos anos dourados
Os cinco minutos de acréscimo seriam o último respiro. Como se viesse em memória das viradas históricas do Atlético, Cuello encarnou o personagem e assumiu o protagonismo na Sul-Americana - mais uma vez. O atacante recebeu lançamento de Castaño e mandou para o gol. Explodiu a Arena MRV.
O momento catatônico foi um lembrete ao torcedor que fica preso a feitos já vistos anteriormente. Num replay dos anos dourados do Galo, quando o time buscou viradas diante de Corinthians e Flamengo pela Copa do Brasil de 2014, e também contra Newell's Old Boys e Olimpia, na Libertadores de 2013, a Arena se transformou em caldeirão e combustível para o que viria na sequência: os pênaltis.
Gabriel Delfim Atlético-MG
Pedro Souza / Atletico
Com o estádio pulsando, as cobranças também tiveram um desfecho no estilo Galo: com goleiro sendo herói. Dessa vez, foi Gabriel Delfim que brilhou e defendeu três pênaltis. Do lado do Atlético, Scarpa, Igor Gomes e Borbas converteram. Fred perdeu.
A classificação teve assinatura de alguns nomes que tiveram desempenho acima da média, como Reinier e Delfim. No entanto, no cenário completo, a grande identidade que fica marcada é a do Atlético, que conseguiu recuperar a fome de vitória e a obsessão pela Sul-Americana. No combo, segue vivo o sonho de voltar à Libertadores 2027.
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