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Eliminação do Corinthians também é uma derrota do Dinizismo soft

Corinthians 0 x 1 Estudiantes | Melhores momentos | CONMEBOL Libertadores 2026

ge — Futebol · 2026-09-17T09:00:00.000Z

Corinthians 0 x 1 Estudiantes | Melhores momentos | CONMEBOL Libertadores 2026

Enquanto a bola de Memphis Depay voava por cima do travessão de Muslera, ia pelos ares também a temporada do Corinthians. A eliminação para o Estudiantes, nesta quarta-feira, em Itaquera, representou o debacle de um time que há tempos vinha trôpego, misturando as pernas, mantido de pé justamente pela Libertadores, por essa miragem tão irresistível quanto traiçoeira.

A derrota de 1 a 0, jogando coisa alguma, já seria naturalmente dolorida. O pênalti batido nas nuvens por Memphis aos 55 do segundo tempo, depois de toda a ladainha de sua renovação contratual, foi uma maldade final, um toque macabro nesta noite em que nada deu certo para o Corinthians.

Veja a entrevista de Fernando Diniz depois da derrota do Corinthians para o Estudiantes

À eliminação na Libertadores, somam-se a desclassificação na Copa do Brasil para o Inter, um time fraquíssimo, e a campanha indigente no Campeonato Brasileiro, além da queda no Campeonato Paulista para o Novorizontino, um fiasco anterior à chegada de Diniz. Está desenhado, com clareza irrefutável, o cenário de um ano perdido para o Timão, este clube em que os problemas se avolumam em velocidade muito superior aos alívios.

O fracasso na temporada é condizente com os problemas administrativos do Corinthians, assim como a derrota para o Estudiantes se justifica pela atuação desta quarta-feira. Mais uma vez, a Fiel viu uma equipe burocrática ao atacar e ineficiente ao defender. Os argentinos estiveram confortáveis o tempo todo, mesmo vindo de um empate frustrante em casa, mesmo sendo um jogo decisivo de Libertadores, mesmo sendo em Itaquera.

Reação de Memphis Depay à perda do pênalti no fim de Corinthians x Estudiantes pela Libertadores

Os melhores jogadores do Corinthians estiveram apagados – Garro, Bidon, Memphis. E Diniz também foi mal. Até o gol do Estudiantes, aos 42 do segundo tempo, só havia feito uma substituição (André no lugar de Carrillo). A atuação corintiana, problemática desde o começo, exigia uma intervenção maior do treinador.

O novo fracasso é consequência sobretudo da autossabotagem que o Corinthians exerce com habilidade admirável – que começa no permanente caos político e desemboca no desequilíbrio do elenco. Mas Diniz, feita essa ressalva, poderia ter entregado um time melhor. Gosto dele, estou entre aqueles que enfrentam a fúria dos detratores para defendê-lo, fiquei animado com seu começo no Corinthians. Mas o colapso é evidente.

Agora, são seis jogos seguidos sem vencer, incluindo três derrotas consecutivas em casa. Resta a permanência na Série A, que me parece provável, como último fiapo a se apegar no meio da melancolia que se abaterá sobre o clube nos meses derradeiros do ano.

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Curiosamente, tudo isso acontece no trabalho em que Fernando Diniz menos foi Fernando Diniz – e mais esteve parecido com tantos outros treinadores. Muitos (incluo-me) pediam uma versão mais pragmática, menos romântica, menos radical do técnico. Foi o que aconteceu agora, talvez por ter herdado um elenco que não foi montado por ele, talvez por identificar no Corinthians um ambiente menos amistoso para suas convicções táticas.

Seja como for, este Diniz amansado, o Dinizismo soft, não funcionou nestes primeiros cinco meses de trabalho. Torço para que ainda dê tempo de funcionar – mas certamente não mais nesta temporada, soterrada por fracassos em série.

Fernando Diniz em Corinthians x Estudiantes

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