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Dólar abre em queda, após BC reduzir juros pela 5ª vez seguida e de olho no petróleo

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (17) em queda, com um recuo de 0,38% perto das 9h, cotado a R$ 5,1318. Já as negociações do Ibovespa, por sua vez, começam às 10h.

G1 — Economia · 2026-09-17T12:00:00.000Z

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (17) em queda, com um recuo de 0,38% perto das 9h, cotado a R$ 5,1318. Já as negociações do Ibovespa, por sua vez, começam às 10h.

O mercado repercute a decisão do Banco Central do Brasil (BC), que decidiu, na véspera, reduzir a taxa básica de juros (Selic) pela 5ª vez consecutiva. O cenário político, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e à proximidade das eleições também ficam no radar. No exterior, a oferta de mais petróleo por parte da Arábia Saudita traz um dia de queda nos preços da commodity.

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BRASIL CORTA JUROS: Entenda como a decisão pode afetar o seu bolso

Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, operava em queda de 2,49%, cotado a US$ 103,20. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 1,86%, a US$ 100,52 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: +0,51%;

Acumulado do mês: -0,55%;

Acumulado do ano: -6,15%.

Acumulado da semana: -0,89%;

Acumulado do mês: +4,58%;

Acumulado do ano: +15,16%.

De olho nos juros

As decisões de juros do Banco Central (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado.

O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, o IBGE indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022.

Já nos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), foi unânime e veio em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirmou que a atividade econômica americana continua se expandindo em ritmo sólido e que "os gastos domésticos têm se mostrado resilientes", apesar do cenário de incerteza elevada causado por "acontecimentos geopolíticos".

Fed eleva juros dos EUA pela 1ª vez em mais de 3 anos, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano

Para Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, a decisão não trouxe surpresa relevante no curto prazo, justamente por ter sido unânime e estar em linha com o que o mercado esperava.

Na avaliação dele, o principal sinal está na projeção para os juros no fim de 2026, que subiu de 3,8% para 4,1%.

"Comunicado veio hawkish [tom mais duro no combate à inflação], e o principal ponto, na minha visão, não é nem a alta em si, mas o fato do Fed elevar a projeção de juros para o fim de 2026 de 3,8% para 4,1%, sinalizando que pode haver mais uma alta ainda este ano", afirmou Bassani.

Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital em Nova York, também considera que a decisão veio dentro do esperado.

Para ele, a alta respondeu aos dados recentes de inflação e à volta do petróleo para acima de US$ 100 por barril, em um esforço do Fed para preservar sua credibilidade.

"Diante dos dados de inflação da semana passada, que não foram suficientes para acalmar o mercado, e com o petróleo voltando a superar os US$ 100 por barril, o Fed optou por elevar as taxas em 25 bps a fim de preservar sua credibilidade", disse Flores.

Para os próximos passos, os dois especialistas veem espaço para uma nova alta neste ano, embora Flores condicione esse cenário à evolução do conflito no Irã e dos preços do petróleo.

Caso a cotação volte a níveis mais estáveis, entre US$ 70 e US$ 80 por barril, ele avalia que a inflação pode continuar convergindo para a meta de 2% e que o Fed pode manter os juros estáveis pelo restante do ano.

Bassani, por sua vez, considera que a projeção de 4,1% para a taxa ao fim de 2026 indica uma nova alta de 0,25 ponto percentual em uma das duas reuniões restantes do ano, em outubro ou dezembro.

Para ele, o mercado pode passar a incorporar esse cenário de forma mais consistente, com juros americanos mais altos no curto prazo.

Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em alta, impulsionadas pelos setores de tecnologia. O avanço, no entanto, foi limitado, já que investidores também aguardavam a nova decisão de juros do Fed.

O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,7%, assim como o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, que também teve ganhos de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,19%.

Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,69% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,37%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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