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Mais de mil candidaturas foram barradas pela Justiça Eleitoral até a noite de terça-feira (16), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral analisados pelo g1. Ao todo, 1,2 mil candidaturas encontram-se indeferidas; dessas, 888 estão em…
G1 — Brasil · 2026-09-17T11:48:21.000Z
Mais de mil candidaturas foram barradas pela Justiça Eleitoral até a noite de terça-feira (16), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral analisados pelo g1. Ao todo, 1,2 mil candidaturas encontram-se indeferidas; dessas, 888 estão em prazo de recurso; outras 326 foram indeferidas definitivamente.
A maior parte das rejeições afeta postulantes a cargos proporcionais:
Deputado estadual: 561 candidaturas;
Deputado federal: 494;
Suplentes (1º e 2º): 73;
Deputado Distrital: 9
Não há candidatos à Vice-Presidência da República com candidatura indeferida. No entanto, há ainda um registro pendente de julgamento.
Entre os casos mais conhecidos está o de Pablo Marçal (PRTB), que teve o registro como candidato à Presidência indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Também tiveram as candidaturas barradas o candidato a governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos), a governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) e a deputado federal por Minas Gerais Eduardo Cunha (Republicanos) .
Anthony Garotinho (Republicanos), Eduardo Cunha (Republicanos), Pablo Marçal (PRTB) e José Roberto Arruda (PSD)
Montagem - Carlos Moura/Agência Estado; Luis Macedo/Câmara dos Deputados; Fábio Tito/g1; Marcella Rodrigues/g1
A maior parte dos candidatos atingidos por decisões desfavoráveis ainda busca reverter a situação. Os 888 casos que permanecem em fase recursal representam cerca de 73% de todos os registros enquadrados nas categorias de indeferimento.
Agora no g1
Entre os partidos, os maiores volumes absolutos de candidaturas indeferidas aparecem no DC, que soma 185 casos entre indeferimentos; no Democrata, com 154; no Agir, com 144; e no Mobiliza, com 134. Essas quatro legendas reúnem, sozinhas, 617 registros, o equivalente a pouco mais da metade de todos os casos identificados.
Também aparecem com números relevantes o PCO, com 70 registros (42% de todas as candidaturas do partido; porém, 69 ainda estão em fase de recurso), o Avante, com 64, o PSOL, com 45, e o PSDB, com 42.
Por que as candidaturas são indeferidas?
O indeferimento de uma candidatura ocorre quando a Justiça Eleitoral identifica que o candidato não cumpre algum dos requisitos previstos na legislação eleitoral, e pode ser contestado por meio de recurso. Enquanto o processo não tiver decisão definitiva, a situação do candidato pode sofrer alterações.
Os principais motivos de indeferimento foram desatendimento a requisito formal (412 casos), ausência de condição de elegibilidade (365) e indeferimento do DRAP (314), registro que formaliza as candidaturas no TSE. Também aparecem ausência de quitação eleitoral (112), inelegibilidade infraconstitucional (110), descumprimento da cota de gênero (90) e falta de desincompatibilização (52).
Uma mesma candidatura pode ter mais de um motivo de indeferimento, por isso a soma dos registros supera o total de candidaturas barradas.
Motivos de indeferimento de candiidaturas
1 a cada 5 candidaturas no Piauí foram indeferidas
A distribuição dos indeferimentos varia bastante entre os estados e o Distrito Federal. O Piauí apresenta o maior percentual de candidaturas indeferidas, com 20,9%, quase o dobro de São Paulo, que aparece em segundo lugar, com 12,9%. Em seguida estão Sergipe (9,2%), Rio de Janeiro (7,8%) e Pernambuco (7,2%).
Na outra ponta, os menores percentuais são registrados em Mato Grosso do Sul (1,4%), Ceará (1,8%), Espírito Santo (2,0%), Rondônia (2,0%) e Santa Catarina (2,3%). Veja o ranking completo:
Candidaturas indeferidas até 16 de setembro por UF