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MP abre inquérito para apurar denúncia de discriminação racial contra estudante na PUC-Campinas

Estudante da PUC-Campinas diz ter sido perseguido por seguranças e denuncia racismo

G1 — Campinas e Região · 2026-07-25T20:59:16.000Z

Estudante da PUC-Campinas diz ter sido perseguido por seguranças e denuncia racismo

Redes Sociais/Reprodução e Rafael Smaira/g1

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para apurar um suposto caso de discriminação racial contra o estudante Gabriel Henrique Domiciano dentro da PUC-Campinas. O caso ganhou repercussão após o agora ex-aluno denunciar ter sido seguido por seguranças da universidade.

Segundo o documento, o caso chegou ao conhecimento da Promotoria de Justiça por meio da divulgação da denúncia nas redes sociais. A universidade instaurou um procedimento administrativo disciplinar para investigar a conduta e avaliar medidas relacionadas ao episódio.

Em nota, a PUC-Campinas informou que "foi notificada e cumprirá os prazos citados no documento".

Por que o MP abriu um inquérito?

De acordo com o documento, o caso já era acompanhado pelo Ministério Público em um procedimento preparatório.

A promotora de Justiça Cristiane Corrêa de Souza Hillal afirmou, porém, que o prazo desse procedimento expirou mas ainda eram necessárias diligências consideradas indispensáveis para esclarecer completamente os fatos. Por isso, o caso foi convertido em inquérito civil.

MP aponta questões ainda sem esclarecimento

Antes da abertura do inquérito, o Centro de Referência em Direitos Humanos para Prevenção e Combate ao Racismo e à Discriminação Religiosa analisou as providências adotadas pela universidade.

Segundo o documento, o órgão concluiu que não identificou um quadro de inércia institucional, uma vez que a PUC-Campinas adotou medidas para apurar os fatos, incluindo ações administrativas, acompanhamento especializado e revisão de práticas internas.

No entanto, a avaliação também apontou que a resposta da universidade foi apenas parcialmente suficiente e listou pontos que ainda demandariam esclarecimentos. Entre eles estão:

ausência de reconhecimento institucional dos impactos provocados pela abordagem ao estudante;

transparência limitada sobre os resultados da apuração interna;

falta de informações detalhadas sobre eventuais medidas reparatórias;

dificuldade de compatibilizar a conclusão de inexistência de irregularidade com a adoção de medidas disciplinares e corretivas.

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