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Polícia Federal faz operação em Belo Horizonte
G1 — Brasil · 2026-09-17T13:36:41.000Z
Polícia Federal faz operação em Belo Horizonte
O ex-secretário municipal de Belo Horizonte Bruno Barral, o empresário José Marcos Moura, também conhecido como "Rei do Lixo", e o sócio dele, Alex Parente, estão entre os alvos da nova fase da Operação Overclean, da Polícia Federal. A ação mira fraudes contratuais e direcionamento de licitações na Secretaria de Educação da capital mineira.
Segundo a PF, entre 2024 e 2025, uma organização criminosa teria adotado procedimentos para o fornecimento de serviços e materiais didáticos de forma irregular no órgão (leia mais abaixo). Ao menos três contratos analisados durante as investigações somam mais de R$ 80 milhões.
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Ao todo, policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão em cidades de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo nesta quinta-feira (17). A operação foi autorizada pelo ministro Kássio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme a PF, os fatos apurados podem caracterizar crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O g1 tenta contato com a defesa dos investigados.
Procurada pela TV Globo para um posicionamento, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que a atual gestão não firmou contratos para aquisição de materiais didáticos e que a rede municipal utiliza os livros disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), do governo federal.
"A Secretaria de Educação ressalta que não recebeu qualquer solicitação ou demanda relacionada à investigação da Operação Overclean, mas que está à inteira disposição das autoridades competentes e dos órgãos de controle para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários", completou.
Nova fase da Overclean
A Operação Overclean foi deflagrada, inicialmente, para apurar um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares.
Nesta fase, a investigação conduzida pela Polícia Federal apontou que, entre abril de 2024 e abril de 2025, o núcleo político da organização criminosa, instalada na Bahia, infiltrou membros na gestão da Secretaria de Educação de Belo Horizonte para fraudar licitações ao dirigir contratos públicos de fornecimento de serviços e materiais didáticos a empresas associadas ao grupo.
Até o momento, foram identificados seis processos de contratação, dos quais três resultaram em contratos que totalizam quase R$ 84 milhões. Deste montante, mais de R$ 77 milhões foram efetivamente pagos.
De acordo com a PF, outros contratos não foram efetivados em razão da própria Operação Overclean, que interrompeu a atuação da organização criminosa na Prefeitura de Belo Horizonte. Com os mandados desta quinta-feira, a ação entrou na décima fase.
"Os envolvidos são investigados pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em contratação e pagamentos superfaturados, peculato, corrupção passiva e ativa, integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro", afirmou a Polícia Federal.
Entre os alvos de mandados nesta quinta-feira estão Bruno Barral, ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte. Ele foi exonerado em abril de 2025, depois da terceira fase da Overclean.
A PF também cumpre mandados contra o empresário baiano José Marcos Moura, mais conhecido como "Rei do Lixo" pela atuação no setor de limpeza urbana, que foi indiciado por suspeita de envolvimento no esquema de desvio de emendas parlamentares, e Alex Parente, sócio dele.
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José Marcos Moura, conhecido como 'Rei do Lixo', e Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte