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Menina de 4 anos morre no TO após suspeita de encefalite e comove a web
G1 — Brasil · 2026-09-17T14:30:48.000Z
Menina de 4 anos morre no TO após suspeita de encefalite e comove a web
A morte da pequena Heloíse Oliveira Santos, de 4 anos, causou comoção nas redes sociais e deixou familiares e amigos abalados. A menina teve morte cerebral enquanto estava internada em um hospital de Araguaína, no norte do Tocantins. A família ainda aguarda o resultado de exames, mas a principal suspeita é de que ela tenha sofrido uma encefalite viral.
🔍 A encefalite é uma inflamação do cérebro que pode ser causada por infecções, principalmente por vírus, ou por uma reação do próprio sistema imunológico. A doença pode provocar sintomas como febre, dor de cabeça, confusão mental, sonolência, convulsões e alterações de comportamento. Em casos mais graves, pode causar sequelas neurológicas e até levar à morte.
A menina morava com os pais em Piçarra, no sul do Pará. Segundo a mãe, a orientadora social Hanna mirelly Oliveira Pinto, de 29 anos, tudo começou com uma simples dor de cabeça. A evolução do quadro foi rápida e, depois de passar por atendimento médico, Heloíse precisou ser transferida às pressas para Araguaína.
Os sintomas começaram no dia 3 de setembro e a morte foi confirmada no dia 14. Inicialmente, os médicos suspeitaram de um problema na visão ou de conjuntivite. Mas as dores de cabeça continuaram e a menina sofreu uma convulsão.
Heloíse Oliveira Santos morreu em hospital de Araguaína
Arquivo Pessoal de Hanna Mirelly
A Heloíse foi transferência rapidamente para o Pronto Atendimento Infantil de Araguaína, unidade de referência no atendimento infantil na região norte do Tocantins. Na unidade, a menina voltou a ter convulsões.
"De segunda para terça, de madrugada, ela teve outra convulsão. Naquele momento que ela teve aquela convulsão, eu vi que ela meio que ficou diferente. Olhava assim para ela, ela parecia que tinha meio que perdido o sentido, ela só olhava, ela tentava falar, mas ela não conseguia", contou a mãe.
Heloíse foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde precisou ser intubada e sedada. Os exames mostraram inchaço no cérebro. Segundo Hanna, os médicos passaram a suspeitar de encefalite e iniciaram o tratamento. Exames também foram feitos para investigar outras possíveis causas e descartaram meningite.
A mãe conta que uma das maiores angústias foi não saber o que poderia ter feito para evitar que a filha chegasse àquela situação.
"Eu me perguntava para eles como eu poderia ter prevenido essa encefalite. E eles só falaram para mim que não tem como prevenir encefalite, porque pode ser viral. E o vírus dela ainda é desconhecido, então não tem vacina", relatou.
Segundo Hanna, Heloíse não teve febre nem apresentou outros sintomas, além da dor de cabeça e um episódio de vômito. A mãe também afirmou que a menina estava com as vacinas em dia.
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Heloise com a mãe Hanna Mirelly
Arquivo Pessoal de Hanna Mirelly
Com o agravamento do quadro, os médicos conversaram com os pais e explicaram que a situação. A família, então, passou a se apegar à fé e reuniu mais de 200 pessoas em uma corrente de oração pela recuperação da menina.
A família continuou acreditando na recuperação de Heloíse, enquanto os médicos realizavam testes diariamente para acompanhar a evolução do quadro.
"E a gente continuou, a gente persistiu. Fez de tudo, de tudo, de tudo, eles fizeram de tudo. Porém, ela não estava reagindo. Eles faziam os testes com ela todos os dias, de reflexo. Eu estava presente e ela não tinha reflexo nenhum mais", disse Hanna.
Após alguns dias na UTI, os médicos informaram à família que seria iniciado o protocolo para confirmar a morte cerebral. "Aquele momento foi muito difícil, meu mundo desabou, porque eu vi que tinha algo, que ela não estava acordando. Mas eu não queria acreditar."
O protocolo foi concluído após novos testes clínicos e exames. Segundo a mãe, os médicos constataram a ausência de atividade cerebral e confirmaram a morte no dia 15 de setembro.
Hanna Mirelly e a filha Heloise
Arquivo Pessoal de Hanna Mirelly
“Só Deus para cuidar dos nossos filhos, só Deus. Porque é uma coisa que eu nunca imaginava que existia, sabe? Igual a médica falou, pode acontecer com qualquer pessoa. Perguntei para o médico o que que a gente poderia fazer, e ele falou para mim que é só ficar de olho nas crianças mesmo e observar os sintomas. Porém, a Heloizinha não teve, né? Só teve dor de cabeça”, lamentou.
De acordo com Hanna, os médicos acreditam que a encefalite tenha sido provocada por um vírus. O exame que poderá identificar qual foi o agente causador ainda está sendo analisado e deve ficar pronto em cerca de 30 dias.
"Quero muito que os cientistas, todo mundo estude mais sobre essa doença porque só de pensar que se tivesse um tratamento para isso, uma vacina que prevenisse, minha filha estaria aqui comigo."
O Centro Municipal de Educação Infantil Sementinhas do Amanhã, onde Heloise estudava, e a Prefeitura de Piçarra lamentaram a morte da menina. A morte também causou comoção nas redes sociais. A menina foi sepultada em cemitério de Piçarra no dia 15 de setembro.
Heloise Oliveira Santos morreu com suspeita de encefalite
Arquivo pessoal de Hanna Mirelly
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