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Grupo ajuda capivaras a atravessar avenida em Nova Friburgo, no RJ
G1 — Brasil · 2026-09-17T15:57:40.000Z
Grupo ajuda capivaras a atravessar avenida em Nova Friburgo, no RJ
Um grupo de amigos registrou em vídeo a tarefa de conduzir uma família de capivaras a sair da Avenida Comte Bittencourt e voltar para o Rio Bengalas durante a madrugada desta terça-feira (15) no Centro de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. A gravação já ultrapassou 300 mil visualizações nas redes sociais.
A missão, no entanto, não foi tão fácil. Durante boa parte da madrugada, Larissa Donato e os amigos Bruna Copque, Lucas Marquet e Ygor Cardinot acompanharam a família de capivaras, tentando impedir que os animais voltassem para a rua.
“Gente, quase 3h30 da manhã, e a gente tentando colocar as capivaras de volta para o rio. É isso. Tem uma, tem cinco, tá tudo ali atrás”, contou Larissa no vídeo.
Em entrevista exclusiva ao g1, o grupo de amigos contou que percebeu o perigo quando entrou na avenida e quase bateu de frente com os animais.
“Na hora que a gente entrou na avenida, apareceram cinco capivaras no meio da rua. E a gente quase chocou de frente com elas. Fizemos a volta na avenida e voltamos pra pista. Não tinha como deixar essas capivaras no meio da rua assim. Ainda mais à noite, que passa tanto carro rápido, a gente tinha que fazer alguma coisa”, contou Bruna.
Entre uma tentativa e outra, os amigos conseguiram conduzir os animais em direção ao Rio Bengalas. Depois que as capivaras chegaram a um local mais seguro, o grupo ainda permaneceu por um tempo observando para ter certeza de que elas não voltariam para a avenida.
Capivaras são conduzidas por avenida em Nova Friburgo de volta ao rio
Alerta sobre animais silvestres
A experiência também fez o grupo refletir sobre a estrutura existente para proteger animais silvestres e evitar que eles cheguem às vias movimentadas, visto que a presença de capivaras no centro da cidade é algo bem comum.
Segundo os amigos, no local não havia um acesso que facilitasse o retorno das capivaras para uma área segura. Para eles, seria necessário pensar em medidas que impeçam os animais de chegar à pista ou permitam que retornem ao espaço de onde saíram.
“Eu acho que o nosso maior motivador foi realmente a preocupação. A gente quase atingiu as capivaras. Percebemos o quão fácil um acidente poderia acontecer e como que isso poderia ser um risco, tanto pras capivaras quanto pra qualquer outra pessoa passando ali”, explicou Ygor.