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Candidato ao governo, Adailton Fúria (PSD) critica privatização da Caerd e promete rever contrato se eleito

Adailton Fúria (PSD), candidato ao governo, é entrevistado no JRO1

G1 — Brasil · 2026-09-17T17:35:34.000Z

Adailton Fúria (PSD), candidato ao governo, é entrevistado no JRO1

O candidato ao governo de Rondônia Adailton Fúria (PSD) afirmou ser contra a privatização da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) e prometeu revisar o contrato caso seja eleito. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal de Rondônia 1ª Edição (JRO1) nesta quinta-feira (17). (Assista à íntegra da entrevista acima)

Atualmente, a companhia acumula mais de R$ 1,5 bilhão em dívidas e passa por um processo de privatização. Segundo o candidato, a mudança fará com que o custo do déficit seja repassado aos consumidores.

“Eu não vou aceitar que o povo de Rondônia tenha que pagar uma conta de água cara. Não vai aumentar em 20%, 30%, não, vai aumentar em 100%. Então, se for para aumentar em 100% e pegar a companhia de água e dar para a iniciativa privada, é melhor o estado ficar com a companhia e aumentar em 100%, não é verdade?”, questionou.

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Questionado sobre a promessa de criar o Hospital dos Acidentados de Rondônia e sobre a origem dos recursos para a obra, Adailton Fúria afirmou que pretende aproveitar um prédio já estruturado para instalar a unidade. Ele comparou a proposta com uma medida adotada durante sua gestão como prefeito de Cacoal.

“Nós vamos pegar um prédio estruturado, o casco de um prédio, em que você foge das [demoras das] leis de licitação, e transforma essa estrutura em um hospital, até que a gente consiga resolver essa calamidade que existe hoje no estado de Rondônia, onde você mistura dentro do Hospital João Paulo II o baleado, o infartado e o acidentado de trânsito”, afirmou.

Fúria também defendeu a estadualização do hospital de Ji-Paraná. Ao justificar a proposta, citou problemas estruturais da unidade e relatou que, enquanto prefeito de Cacoal, precisou enviar equipamentos para socorrer pacientes do município vizinho.

“Eu tive que mandar para lá ambulância que não tinha, medicamentos que não tinha, tive que mandar o ônibus da saúde porque o paciente estava pedindo carona na beira da BR para vir fazer tratamento em Porto Velho. Tive que mandar o carrinho de anestesia que não tinha e quase tive que mandar o caibro para segurar o telhado para não cair na cabeça dos pacientes”, relatou.

Relação com o atual governo

O candidato foi questionado se sua candidatura representa uma continuidade da atual gestão, uma vez que o governador Marcos Rocha se filiou ao PSD e, inicialmente, declarou apoio ao seu nome. Fúria, no entanto, confirmou o rompimento político entre os dois e classificou o atual governo como "mediano".

“Não vejo como uma gestão positiva ao ponto de entregar e resolver tudo aquilo que a gente busca, mas entendo que foi uma gestão mediana”, opinou.

Segundo o candidato, o afastamento ocorreu por divergências de convicções políticas. Ele ressaltou que manterá sua independência na disputa.

“O apoio do governador Marcos Rocha no começo foi uma decisão dele de vir para o PSD; a partir dali, ele assumiu a presidência do partido. Mas eu tenho a minha personalidade e as minhas convicções. Vou andar de acordo com as minhas convicções como candidato e assim farei como governador do estado de Rondônia", explicou.

Pedágio na BR-364

Adailton Fúria criticou a cobrança de pedágio na BR-364. Para o candidato, as tarifas são elevadas e a rodovia segue sem duplicação em trechos essenciais. Ele prometeu articular um bloco político para cobrar mudanças.

“Eu vou liderar uma frente de governadores da região Norte do país para brigar para reduzir esse preço, ou eles criam outro lugar para passar. Nós não podemos aceitar o que está acontecendo em Rondônia. É inadmissível, tem que ter alguém brigando por nós. Hoje, isso está inviabilizando o custo de vida do rondoniense”, concluiu.

Adailton Furia e Beatriz Maciel

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