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Milton Leite e mais 5 são foragidos da Justiça de SP
G1 — Brasil · 2026-09-18T13:31:56.000Z
Milton Leite e mais 5 são foragidos da Justiça de SP
Dez dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta, que investiga a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo, foram presos. Outros seis seguem foragidos, entre eles o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite e o presidente do Esporte Clube Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, o Paulo Camarão.
Milton afirmou na quinta-feira (17), quando a operação foi deflagrada, que estava viajando e que se apresentaria em até 24 horas. O prazo terminou, mas ele ainda não havia se entregado até a manhã desta sexta-feira (18). O ex-parlamentar segue foragido e é procurado pela polícia e Ministério Público (MP).
Entre os presos está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. Os demais alvos incluem empresários do setor de transporte, advogados e pessoas apontadas pelos investigadores como integrantes ou intermediários do PCC (veja abaixo quem são).
Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans;
Júlio Salvador Filho, diretor da A2 Transportes;
Danilo Marco Morgado da Silva, candidato a deputado estadual;
Claudionor Aparecido Sabino Tomaz, interlocutor;
Carla de Paula Muller, interlocutora;
Edivania Arruda Botelho Alves, interlocutor;
André Cassali, interlocutor;
José Ronaçdo Alves de Sales, interlocutor;
Edson Antonio de Souza, interlocutor;
e Milton Mello Milreu, advogado.
Milton Leite, ex-vereador;
Paulo Sirqueira Korek Farias, o Paulo Camarão, gestor da A2 e presidente do Esporte Clube Água Santa;
José Daniel Satilite, intermediário;
Cícero José dos Santos Filho, advogado;
Eduardo Medeiros, advogado;
e Sérgio Luiz Gevaerd de Oliveira, intermediário.
A equipe de reportagem tenta localizar as defesas dos citados para comentar o assunto.
Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara de SP
Paulo Gomes/TV Globo
Ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo, Milton é citado em conversas e documentos analisados na investigação. A decisão que autorizou sua prisão também menciona declarações de policiais militares segundo as quais ele seria o "dono de fato" da Transwolff.
Ele nega envolvimento com o PCC e ser proprietário ou gestor da empresa.
Após não ser encontrado em casa, afirmou: "Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações."
De acordo com as autoridades, foi feita uma busca nesta sexta pela manhã em Sorocaba, interior paulista, para tentar localizar e prender Milton.
A polícia e o MP suspeitavam que o ex-parlamentar pudesse estar escondido num imóvel da cidade. Mas não o encontraram lá. No local havia dinheiro e documentos com uma outra pessoa, que não soube explicar a origem deles. Foram encontrados e apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil (cerca de R$ 457 mil).
'Paulo Camarão' é presidente do Água Santa, vice-campeão paulista de 2023.
Empresário do setor de transporte, Paulo Camarão é ligado à A2 Transportes e à Translíder e preside o Água Santa, de Diadema, na Grande São Paulo. O clube foi vice-campeão paulista em 2023, sua melhor campanha na história.
Segundo a investigação, Paulo teria participação na gestão de empresas de transporte e ligação com pessoas apontadas como integrantes do PCC. Ele também não havia sido localizado até a manhã desta sexta.
O que a operação investiga
Foragidos na operação contra o PCC no transporte público de São Paulo.
A Vectura Corrupta é um desdobramento de investigações anteriores sobre a atuação do PCC no transporte. A análise de celulares e outros materiais apreendidos levou os investigadores a apurar relações entre integrantes da organização criminosa, empresários, empresas de ônibus, agentes públicos e pessoas ligadas à política.
Segundo a investigação, o PCC teria influência ou controle sobre 12 empresas de transporte coletivo da capital. A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, utilização de pessoas interpostas e influência em licitações e contratos públicos.
As suspeitas ainda estão em apuração e nenhum dos investigados é considerado culpado antes de uma condenação definitiva.
Presos na operação contra PCC no transporte público de São Paulo.
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