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MPPI ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão do show do cantor Rey Vaqueiro, contratado por R$ 500 mil pela Prefeitura de Cabeceiras do Piauí
G1 — Brasil · 2026-09-18T14:59:02.000Z
MPPI ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão do show do cantor Rey Vaqueiro, contratado por R$ 500 mil pela Prefeitura de Cabeceiras do Piauí
O cantor Rey Vaqueiro anunciou nas redes sociais o cancelamento de todos os shows previstos até 21 de setembro após o incidente com o avião em que estava, ocorrido no domingo (13), no Rio Grande do Norte. O Ministério Público havia pedido a suspensão do show em Cabeceiras do Piauí devido ao valor sobrado, a Justiça chegou a liberar a apresentação, mas o cantor cancelou dois eventos marcados no Piauí para sexta-feira (19).
O artista também participaria de um evento em Teresina, que foi suspenso.
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Em nota, a Prefeitura de Cabeceiras do Piauí informou que recebeu o comunicado oficial do cantor e manifestou solidariedade a ele e à equipe. (Veja a nota ao final da reportagem.)
O acidente aconteceu na madrugada de domingo (13), em Parelhas, na região do Seridó potiguar. O jato executivo que transportava Rey Vaqueiro saiu da pista durante o pouso e pegou fogo. O cantor tinha uma apresentação marcada na cidade.
Além do artista, estavam na aeronave outras cinco pessoas, além do piloto e do copiloto. Ninguém ficou ferido.
Apesar de não haver feridos, a nota sobre os cancelamentos informou que a decisão foi tomada considerando, "acima de tudo, o bem-estar do artista e de toda a equipe envolvida no ocorrido".
MP pediu suspensão de show no Piauí; cachê supera em R$ 150 mil o maior valor
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão do show do cantor Rey Vaqueiro, contratado por R$ 500 mil pela Prefeitura de Cabeceiras do Piauí. A apresentação está prevista para acontecer durante a tradicional Festa da Carnaúba, no sábado (19).
Segundo o MPPI, há indícios de possível sobrepreço na contratação. De acordo com a Promotoria, outras prefeituras piauienses contrataram o artista entre 2025 e 2026 por valores que variaram de R$ 125 mil a R$ 350 mil. O contrato firmado por Cabeceiras do Piauí teria superado em R$ 150 mil o maior valor identificado pelo órgão nos comparativos realizados.
A ação foi proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Barras, sob responsabilidade do promotor Roberto Monteiro Carvalho. Além da suspensão do show, o MP pede a interrupção de pagamentos relacionados ao contrato e outras medidas cautelares.
Ainda segundo a ação, o município teria liquidado integralmente a despesa referente ao cachê em 10 de setembro, nove dias antes da apresentação. Para o Ministério Público, a medida pode contrariar regras da execução da despesa pública, uma vez que o serviço ainda não havia sido prestado.
O órgão também questiona o impacto financeiro da contratação. Conforme a ação, o valor do show supera dotações orçamentárias destinadas a setores municipais e representa mais de três vezes os recursos previstos para programas de Cultura e Turismo.
Na Ação Civil Pública, o MP pediu a suspensão imediata do show, o bloqueio de transferências relativas ao contrato e a apresentação de documentos pela prefeitura.
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