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Quaest: Derrite tem 20% na primeira escolha para o Senado em SP; Marina registra 11% na segunda

Pesquisa mostra Guilherme Derrite com 20% na primeira vaga e Marina Silva com 11% na segunda escolha; alto índice de indecisos mantém disputa aberta em São Paulo

Itatiba Hoje · 2026-09-18T14:44:56.000Z

Pesquisa mostra Guilherme Derrite com 20% na primeira vaga e Marina Silva com 11% na segunda escolha; alto índice de indecisos mantém disputa aberta em São Paulo

A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado apresenta cenários distintos quando são consideradas separadamente a primeira e a segunda escolha do eleitor. Pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro mostra Guilherme Derrite (PP) na liderança da primeira opção de voto, com 20%, enquanto Marina Silva (Rede) aparece à frente entre os nomes escolhidos para a segunda vaga, com 11%. A Quaest confirma em seu site a divulgação, naquela data, da segunda rodada de sua pesquisa eleitoral em São Paulo.

Na primeira escolha para o Senado, Derrite registra 20% das intenções de voto. Marina vem na sequência, com 17%, enquanto Simone Tebet (PSB) aparece com 15%. André do Prado (PL) soma 6% e Salles (Novo), 2%.

O quadro muda quando o eleitor indica seu segundo nome para representar São Paulo no Senado. Nesse recorte, Marina Silva aparece com 11%, seguida por Simone Tebet, com 9%. Derrite e André do Prado registram 7% cada, enquanto Salles alcança 4%.

Os números ganham importância porque, nas eleições de 2026, cada eleitor paulista poderá votar em dois candidatos diferentes para o Senado. Dessa forma, o desempenho na segunda escolha pode ter peso relevante na composição das duas vagas que estarão em disputa.

Resultado combinado tem Marina e Derrite com 14%

Quando as duas escolhas são consideradas de forma combinada, Marina Silva e Guilherme Derrite aparecem com 14% das intenções de voto. Simone Tebet registra 12%.

Na sequência estão André do Prado, com 7%, Salles, com 3%, e Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania), ambos com 1%.

A diferença entre os resultados da primeira e da segunda escolha revela uma característica específica da disputa paulista: Derrite apresenta percentual mais elevado como primeira opção, enquanto Marina obtém desempenho superior na segunda indicação dos entrevistados.

Além disso, a distância entre os principais nomes permanece limitada, principalmente quando considerada a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Indecisos ainda têm peso expressivo

Outro dado que chama atenção é o número de eleitores que ainda não definiram completamente seus votos.

Na pesquisa estimulada, 26% se declaram indecisos, enquanto 19% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não votar.

O cenário de indefinição é ainda mais evidente na pesquisa espontânea, modalidade em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados.

Nesse levantamento, 88% dos eleitores não souberam citar espontaneamente um nome para o Senado. Marina Silva e Simone Tebet aparecem com 3% cada, enquanto Guilherme Derrite registra 2%.

O percentual indica que, embora os principais candidatos já apresentem posições definidas na pesquisa estimulada, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não consolidou espontaneamente suas escolhas.

A volatilidade também aparece quando os entrevistados são questionados sobre a possibilidade de mudar de candidato: 57% afirmam que a decisão é definitiva, enquanto 42% dizem que ainda podem alterar o voto até a eleição.

Conhecimento dos candidatos pode influenciar disputa

O levantamento também mediu o grau de conhecimento e rejeição dos candidatos entre os eleitores paulistas.

Marina Silva está entre os nomes mais conhecidos da disputa, mas 46% dos entrevistados afirmam que a conhecem e não votariam nela. No caso de Simone Tebet, esse percentual é de 34%.

Derrite, apesar de liderar a primeira escolha na pesquisa, ainda é desconhecido por 63% dos entrevistados. André do Prado é desconhecido por 71% e Salles, por 69%.

Entre outros nomes pesquisados, Geraldo Rufino é desconhecido por 81% do eleitorado, enquanto Soninha Francine não é conhecida por 75% dos entrevistados.

Os dados mostram que, além da disputa direta pela preferência dos eleitores, a campanha para o Senado paulista ocorre em um ambiente no qual vários candidatos ainda buscam ampliar seu grau de conhecimento junto à população.

Pesquisa ouviu 1,8 mil eleitores

A Quaest ouviu 1.800 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-00959/2026. A Quaest lista oficialmente o estudo como a segunda rodada da pesquisa de intenção de voto em São Paulo, divulgada em 8 de setembro.

Por Eduardo Micheletto/Itatiba Hoje – Fotos: Divulgação

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