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Edinho Silva em entrevista ao Estúdio i, na GloboNews, nesta sexta-feira (18).
G1 — Política · 2026-09-18T17:58:52.000Z
Edinho Silva em entrevista ao Estúdio i, na GloboNews, nesta sexta-feira (18).
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconheceu nesta sexta-feira (18) que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) provocou desgaste na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Claro que vínhamos em uma situação muito favorável eleitoralmente. Veio essa crise institucional. É inegável que ela atingiu a nossa campanha, desgastou a nossa campanha”, afirmou em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.
Segundo Edinho, o conflito acaba atingindo quem está à frente do governo porque, no senso comum, parte da população não distingue claramente os Três Poderes.
“A sociedade traduz todo o sentimento de mudança, o sentimento antissistema, em quem é governo”, declarou.
Em outro momento da entrevista, o dirigente petista afirmou que a crise “assola todo o ambiente político brasileiro” e “penaliza efetivamente o incumbente, aquele que está no poder, aquele que está à frente do governo”.
Coordenador da campanha de Lula admite desgaste eleitoral após crise no STF
Apesar de admitir o impacto na campanha, Edinho afirmou que Lula tem respondido à crise de forma coerente com posições que já defendia. Ele citou a reforma do Judiciário e a responsabilização dos envolvidos em eventuais irregularidades.
“É inegável o desgaste, mas estamos respondendo com decisões coerentes com aquilo que nós sempre defendemos. Tem que haver reforma do Judiciário, e os responsáveis têm que ser penalizados”, declarou.
O presidente do PT afirmou ainda que o questionamento da sociedade ao Judiciário é legítimo e mencionou mudanças que podem ser debatidas, como a definição de idade mínima para integrar as cortes superiores, a adoção de mandatos para ministros e o aumento da participação da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Ele também rejeitou uma relação direta entre o desgaste do Supremo e o fato de seis dos atuais dez ministros terem sido indicados durante governos petistas — quatro por Lula e dois pela ex-presidente Dilma Rousseff.
“Não consigo fazer esse vínculo tão direto entre as indicações dos governos Lula e Dilma e o desgaste que a Suprema Corte enfrenta. Seria, na minha avaliação, forçar demais a mão”, afirmou.
Para Edinho, a resposta eleitoral da campanha deverá passar pela apresentação de Lula como representante de uma agenda de mudanças. Ele citou, além da reforma do Judiciário, a defesa de uma reforma política e eleitoral.
“O sistema hoje, como está organizado, não responde aos anseios da sociedade. Como tem dito o presidente Lula, o sistema apodreceu. Ele precisa ser reformado, precisa ser alterado para que a gente dê conta dos anseios da sociedade”, disse.