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Candidata do Agir ao governo de SP, Edjane Lima defende segurança e valorização de policiais em entrevista
G1 — Política · 2026-09-18T19:02:57.000Z
Candidata do Agir ao governo de SP, Edjane Lima defende segurança e valorização de policiais em entrevista
Policial Edjane não é mais candidata ao Governo do Estado. O partido Agir, em São Paulo, desistiu da corrida eleitoral sob a justificativa de não ter dinheiro para arcar com a campanha. Edjane nega ter desistido, mas a Justiça Eleitoral indeferiu sua chapa nesta sexta-feira (18) após sua vice apresentar pedido de renúncia e parte da documentação não ser aceita.
Com isso, a candidatura do Agir para o Executivo paulista será cancelada. Cabe recurso ao TSE, mas o partido não recorrerá.
Na última pesquisa Datafolha, de 11 de setembro, Edjane estava com 3% de intenções de voto. Na pesquisa Quaest de 8 de setembro, com 1%. "O que posso afirmar é que me mantive firme em minha decisão, não renunciei, eu tenho princípios e valores", disse Edjane.
De acordo com as informações prestadas à Justiça Eleitoral, o Agir de São Paulo não recebeu repasses de verbas para a campanha da policial. Segundo a assessoria de Edjane, o Diretório Nacional do partido optou por direcionar os recursos para as campanhas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A falta de financiamento é o principal motivo apontado pelo partido para a desistência da candidatura.
"Apesar de na última pesquisa Datafolha (...) termos alcançado 3% (três), sabemos que ganhar a eleição é impossível. Esse projeto é financiado através do esforço coletivo de filiados do Agir. Não foi investido nenhum valor do Fefec (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), já que a Direção Nacional do Agir decidiu por investir em campanhas majoritárias em outros estados, em especial Rio de Janeiro e Minas Gerais", informou a campanha, em nota.
A reportagem procurou o diretório nacional do partido, mas não obteve retorno até o momento.
"Oferecemos a opção da Policial Edjane participar da eleição como candidata a deputada federal e a vice Professora Nayr Duarte como candidata a deputada estadual. Somente a Professora Nayr aceitou, renunciando imediatamente para que o mais rápido possível seja legalizada perante ao TRE a sua candidatura a deputada estadual. Já a Policial Edjane recusou a nossa proposta e de forma individual, sem o apoio da direção estadual e nacional, mantém até a presente data a sua candidatura", informou o diretório paulista.
Desistência de vice e ausência de documentação
Diante da falta de recursos ao financiamento, a vice na chapa de Edjane, Professora Nayr Duarte, apresentou à Justiça Eleitoral um pedido de renúncia, para poder concorrer a deputada. O mesmo expediente já tinha sido adotado pela primeira vice da chapa, Renata Bolsonaro, que agora disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A renúncia de Nayr foi homologada na última segunda-feira (14) e julgada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) na tarde desta sexta-feira (18). De acordo com a legislação eleitoral, uma nova substituição só poderia ser feita com pedido até 20 dias antes das eleições, prazo já vencido. O TRE, portanto, sacramentou o indeferimento da candidatura.
Além disso, em outro processo em curso, o Ministério Público Federal pediu o indeferimento da candidatura devido à falta de dois documentos obrigatórios, como a prova de desincompatibilização da Polícia Militar e a certidão criminal para fins eleitorais. A documentação apresentada foi considerada insuficiente pelo TRE.
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Quem é Edjane
Edjane Lima de Sousa, 49 anos, veio aos 2 anos de Surubim, em Pernambuco, para São Paulo, com seus pais e sete irmãos. Policial Militar, reside em Poá, na região metropolitana de SP. Em 2020, tentou a candidatura de vice-prefeita de São Paulo, mas, após a convenção partidária, foi candidata a vereadora pelo PTB.
Em 2022, Edjane foi candidata a deputada federal pelo PROS e, em 2024, candidata a vereadora pelo PL, em Poá. Leia
A agora ex-candidata atua como policial militar no 32º Batalhão de SP, em Suzano, responsável também pelo patrulhamento de Poá e Ferraz de Vasconcelos. Ela é cabo, a segunda patente na corporação, e está próxima à aposentadoria.
Partido já elegeu Presidente da República
O Agir tem esse nome desde 2022. A legenda foi fundada em 1985 como Partido da Juventude e, durante a maior parte de sua existência, operou sob o nome de PTC (Partido Trabalhista Cristão), entre 2000 e 2021.
Seu período de maior relevância, porém, foi como PRN (Partido da Reconstrução Nacional), pelo qual Fernando Collor se elegeu presidente da República em 1989.
Leia a nota do Agir SP na íntegra:
O Partido AGIR, aqui representado por seu bastante procurador MARCIO BORGES, representante legal do Presidente Estadual JOÃO VITOR DOS REIS SILVA vem esclarecer:
Esta direção, em comum acordo com os demais membros responsáveis pela CONVENÇÃO PARTIDÁRIA realizada em 05/08/2026, decidiu pelo NÃO PROCESSEGUIMENTO da campanha para governadora da POLICIAL EDJANE pelos seguintes motivos:
Quando um partido político do tamanho e representatividade do AGIR e que principalmente, não conta com HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO e RECURSOS LIMITADOS, lança uma candidatura majoritária, é para o crescimento do PARTIDO COMO COLETIVO, e não com interesses INDIVIDUAIS.
Apesar de na última pesquisa DATAFOLHA, que serve como base para a maioria dos veículos de comunicação, termos alcançado 3% (três), sabemos que ganhar a eleição é impossível.
Esse projeto é financiado através do esforço coletivo de filiados do AGIR. Não foi investido nenhum valor do FEFEC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), já que a Direção Nacional do AGIR decidiu por investir em campanhas majoritárias em outros estados, em especial RIO DE JANEIRO e MINAS GERAIS.
Ao decidirmos “abortar” a campanha majoritária, oferecemos a opção da POLICIAL EDJANE participar da eleição como candidata a DEPUTADA FEDERAL e a vice PROFESSORA NAYR DUARTE como candidata a DEPUTADA ESTADUAL. Somente a Professora Nayr aceitou renunciando imediatamente para que o mais rápido possível seja legalizada perante ao TRE a sua candidatura a Deputada Estadual.
Já a POLICIAL EDJANE recusou a nossa proposta e de forma INDIVIDUAL, sem o apoio da direção ESTADUAL e NACIONAL, mantém até a presente data a sua candidatura, buscando apoio entre os candidatos e filiados do AGIR e o que é mais grave, busca APOIO FINANCEIRO através pedido de doação em suas em suas redes sociais, o que caracteriza ESTELIONATO, já que ela sabe que com a RENÚNCIA já HOMOLOGADA pelo TRE-SP, o DRAP DA CAMPANHA MAJORITÁRIA ESTÁ INDEFERIDO.
A POLICIAL EDJANE não é FILIADA ao AGIR, já que na condição de militar, não pode ser filiada a partido político. Por outro lado, não COMUNGA com o pensamento político do AGIR de São Paulo e com isso, as PROPOSTAS DO AGIR para o avanço do Estado de São Paulo não é divulgado por ela em sua campanha. Ela divulga as suas próprias pautas já que é INDIVIDUALISTA.
Assim, sem recursos financeiros, sem um projeto DE GRUPO já que a POLICIAL EDJANE é INDIVIDUALISTA e por não haver tempo legal para a indicação de um novo nome para VICE-GOVERNADOR, a candidatura da POLICIAL EDJANE está inviabilizada e abortada.
São Paulo, 18 de Setembro de 2026
MAIQUEL SANTOS ASSIS