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'Amazônia Que Eu Quero' alerta para cuidados contra a desinformação nas Eleições 2026

Imagem urna eletrônica

G1 — Brasil · 2026-09-18T20:32:35.000Z

Imagem urna eletrônica

Uma mensagem chega no grupo da família. O título chama atenção, a imagem parece verdadeira e o texto pede: “compartilhe antes que apaguem”. Em poucos segundos, o conteúdo pode alcançar dezenas de pessoas. Mas será que a informação é verdadeira?

Em meio à velocidade das redes sociais e dos aplicativos de mensagens, reconhecer sinais de desinformação se tornou um cuidado importante, especialmente durante o período eleitoral.

O tema faz parte das discussões do Amazônia Que Eu Quero 2026, iniciativa da Fundação Rede Amazônica e do Grupo Rede Amazônica que, nesta edição, aborda “Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral”.

Mais do que perguntar se uma publicação é verdadeira ou falsa, a proposta é estimular uma mudança de hábito: antes de compartilhar, checar.

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Um dos primeiros passos é olhar para a própria publicação com atenção. Conteúdos que provocam medo, indignação ou sensação de urgência podem ser construídos justamente para estimular o compartilhamento imediato.

Expressões como “compartilhe agora”, “ninguém está contando isso” ou “a imprensa não quer mostrar” são exemplos de gatilhos que merecem atenção. O número de curtidas, comentários ou seguidores também não comprova que uma informação seja verdadeira.

Outro cuidado é verificar de onde veio o conteúdo. A ausência de autoria, fonte, data ou referência original pode ser um sinal de alerta. Também é importante observar se uma fotografia, vídeo ou áudio está sendo utilizado no contexto em que foi originalmente produzido.

Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, imagens, vozes e vídeos também podem ser criados ou modificados digitalmente. Por isso, mesmo um conteúdo com aparência convincente precisa ser conferido antes de ser tomado como verdadeiro.

Cinco perguntas antes de compartilhar

Uma checagem simples pode começar com algumas perguntas:

Quem publicou? A autoria está identificada? O perfil ou site é confiável?

Quando foi publicado? Uma informação antiga pode voltar a circular como se fosse atual.

Qual é a fonte? Existe um documento, estudo, declaração ou página oficial que confirme o que está sendo dito?

O conteúdo está completo? Uma fala, foto ou vídeo pode ter sido retirado do contexto original.

Outras fontes confirmam? Informações importantes podem ser comparadas com veículos de comunicação e fontes oficiais.

Antes de compartilhar, também vale fazer uma busca pelo conteúdo ou por alguns dos principais termos da publicação. Se a informação for verdadeira e relevante, é possível encontrar registros em fontes confiáveis. Se houver dúvida, o melhor caminho é não repassar.

Fato ou Boato: onde checar informações sobre as eleições

Para ajudar nesse processo, a Justiça Eleitoral mantém a página Fato ou Boato, criada em setembro de 2020 para ampliar o esclarecimento de informações relacionadas ao processo eleitoral. A plataforma reúne notícias checadas, recomendações e conteúdos educativos voltados à identificação de informações falsas ou enganosas.

A iniciativa integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, que reúne instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil em ações voltadas à redução dos efeitos negativos da desinformação sobre a democracia e o processo eleitoral.

Desde setembro de 2020, a página também funciona como plataforma da Coalizão para Checagem, rede nacional de verificação de informações relacionadas ao processo eleitoral. A proposta é ampliar a circulação de conteúdos verificados e oferecer ao eleitor ferramentas para buscar informações antes de tomar decisões ou compartilhar publicações.

A democracia também passa pelo feed

A desinformação circula com velocidade. Uma publicação pode alcançar dezenas de pessoas antes mesmo que alguém pare para conferir sua origem.

Por isso, a checagem não precisa acontecer somente depois que um conteúdo viraliza. Procurar a fonte original, conferir a data, verificar o contexto e comparar a informação com fontes oficiais são atitudes simples que podem interromper a circulação de um conteúdo falso ou enganoso.

O avanço da inteligência artificial acrescenta outro desafio. Textos, imagens, áudios e vídeos podem ser produzidos ou modificados com ferramentas digitais, tornando ainda mais importante observar a origem e o contexto do material que chega às redes sociais.

Amazônia Que Eu Quero percorreu capitais da Amazônia

O debate sobre os impactos das novas tecnologias na democracia percorreu os estados que compõem a área de atuação do Grupo Rede Amazônica durante a temporada 2026 do Amazônia Que Eu Quero.

Os painéis passaram por Boa Vista (RR), Macapá (AP), Belém (PA), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC), antes de chegar a Manaus (AM), última capital a receber a programação nesta edição.

Na capital amazonense, a discussão foi guiada pela pergunta “Como as novas tecnologias influenciam o seu voto?”, levando para o debate temas como desinformação, inteligência artificial, redes sociais, participação política e os impactos das novas tecnologias no processo eleitoral.

A passagem pelas seis capitais reforçou a proposta do projeto de levar a discussão sobre democracia e tecnologia para diferentes públicos da região amazônica.

Criado em 2019, o Amazônia Que Eu Quero é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica e do Grupo Rede Amazônica que promove educação política, incentiva o diálogo entre diferentes setores da sociedade e estimula a construção de soluções para os desafios da região amazônica.

Na edição de 2026, o projeto tem como tema “Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral”.

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