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Pedro Lima é apresentado como reforço do São Paulo
ge — Futebol · 2026-09-18T20:53:06.000Z
Pedro Lima é apresentado como reforço do São Paulo
Harry Massis, presidente do São Paulo, pediu o arquivamento da representação de sua autoria contra Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do clube.
O processo era referente a uma suposta falsidade ideológica do dirigente à frente do órgão, que poderia acarretar sua expulsão do quadro associativo, e estava sendo analisado pela Comissão de Ética.
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Harry Massis, presidente do São Paulo
Agora, cabe ao colegiado analisar o pedido de Massis e definir os próximos passos do procedimento interno.
Segundo denúncia feita por Massis, Olten teria forjado um parecer positivo do Conselho Consultivo para uma proposta de reforma do estatuto apresentada por Julio Casares, em dezembro do ano passado.
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Na ocasião, a Comissão de Ética ouviu integrantes do Conselho Consultivo e concluiu que não houve reunião nem debate do colegiado sobre aquela reforma, apesar de o documento ter sido apresentado como uma manifestação do órgão.
Um dos signatários, Ives Gandra, afirmou que o texto refletia conversas isoladas com alguns conselheiros. A apuração interna também apontou que o parecer teria sido redigido por um advogado do clube.
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Essa é uma das principais representações contra Olten Ayres no Conselho Deliberativo. O dirigente chegou a se afastar temporariamente do cargo para preparar sua defesa. Em junho, os conselheiros rejeitaram seu afastamento por 120 dias, mas o processo seguiu em andamento para a análise de uma eventual punição mais ampla, que poderia incluir sua expulsão do quadro associativo.
Olten Ayres chegou a ser indiciado pela Polícia Civil por falsidade ideológica, mas o Ministério Público posteriormente arquivou o inquérito por entender que não houve tipicidade penal na conduta investigada. Segundo o MP, o documento não tinha potencial para produzir efeitos jurídicos relevantes.
O pedido de Massis ocorre em meio a uma turbulência na Comissão de Ética do clube. Nesta semana, Olten Ayres destituiu José Edgard Galvão e Fabio Cezar de Souza Azambuja de seus cargos no órgão.
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Segundo opositores de Olten ouvidos pelo ge, a decisão ocorreu após o vazamento de possíveis posicionamentos contrários dos dois integrantes em processos envolvendo o presidente do Conselho. Olten nega que as destituições tenham relação com eventuais votos contra ele.
Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo
A informação foi noticiada inicialmente pelo 'Uol'.
Relembre o caso
A Comissão de Ética do São Paulo apontou, em seu relatório, com base numa denúncia do presidente Harry Massis, que no dia 17 de dezembro de 2025 o então mandatário Julio Casares iniciou um processo de reforma estatutária, encaminhando sua proposta para o Conselho Deliberativo.
Eram duas sugestões: acabar com o quórum qualificado para aprovar a criação de uma SAF no São Paulo (hoje, é necessário mais de dois terços dos votos favoráveis para que o assunto vá em frente) e separar o futebol do clube social.
No mesmo dia, Olten Ayres encaminhou o pedido ao Conselho Consultivo, seguindo o rito necessário para a discussão de uma reforma estatutária. Ainda em 17 de dezembro, o Conselho Consultivo emitiu um relatório favorável às mudanças no Estatuto Social:
“Esta reforma não é apenas pertinente, mas, sobretudo, vital para a salvaguarda e o crescimento futuro do São Paulo Futebol Clube”, diz um trecho do parecer, assinado por José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Granda da Silva Martins, presidente e secretário do Conselho Consultivo, respectivamente.
A proposta, então, foi para a Comissão Legislativa, que no dia 6 de abril elaborou um parecer contrário à aprovação da reforma estatutária. Esse documento foi encaminhado ao Conselho Deliberativo no dia 8.
A Comissão de Ética do São Paulo, ao investigar o caso, afirma ter ouvido os membros do Conselho Consultivo sobre o parecer pedindo a aprovação da reforma estatutária e concluído que o colegiado não se reuniu para discutir o tema, ao contrário do que indicava o parecer pedindo a aprovação da reforma.
A Comissão de Ética ainda cita um e-mail de Ives Granda da Silva Martins em que o advogado apontou que o relatório do Conselho Consultivo reflete, na verdade, “apenas conversas isoladas com alguns conselheiros”.
Ives ainda alegou, de acordo com a Comissão de Ética, que a “carta” sugerindo a aprovação da reforma estatutária “terminou não refletindo, exatamente, o tipo de discussão que resultou na referida sugestão”.
Ela teria sido redigida, na verdade, por um advogado do São Paulo, não pelos membros do Conselho Consultivo, como está no relatório da Comissão de Ética.
A Comissão de Ética, então, concluiu que “se corporifica nesse documento utilizado pelo representado (Olten Ayres) para respaldar a proposta de alteração estatutária e encaminhá-la à comissão legislativa, inegavelmente, um eventual falso ideológico, pois o teor do documento não condiz com a realidade e a lealdade dos fatos.”
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