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MP dá 20 dias para Prefeitura de Almeirim agir contra praga que ameaça produção de mandioca

Praga ameaças plantações de mandioca no Pará

G1 — Brasil · 2026-09-19T13:33:52.000Z

Praga ameaças plantações de mandioca no Pará

O Ministério Público do Pará (MPPA) deu um prazo improrrogável de 20 dias para que a Prefeitura de Almeirim, no oeste do estado, apresente medidas para conter o avanço da "vassoura-de-bruxa da mandioca". A doença é uma praga quarentenária que ameaça a produção agrícola e a segurança alimentar de famílias rurais.

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A recomendação foi emitida pelas Promotorias de Justiça de Almeirim. Caso a prefeitura e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico não apresentem o plano no prazo estipulado, o Ministério Público advertiu que poderá adotar medidas judiciais, com a responsabilização dos gestores públicos.

Entre as ações cobradas pelo MPPA estão:

Elaboração de um Plano Municipal de Contingência;

Instalação de barreiras sanitárias na fronteira com o Amapá e em terras indígenas;

Fiscalização do trânsito de mudas na região;

Capacitação de agricultores para identificar e conter a doença.

O que é a doença

A vassoura-de-bruxa da mandioca é causada por um fungo que provoca o crescimento anormal de brotos, deixando as plantas com aparência de vassoura. Com a evolução da infecção, as folhas murcham e secam, levando à morte da planta.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) classifica o fungo como praga quarentenária e mantém o Pará e o Amapá sob estado de emergência fitossanitária.

Avanço da praga da vassoura de bruxa da mandioca preocupa o Pará

O primeiro registro da doença no Brasil ocorreu em 2024, no Amapá. No Pará, a praga foi identificada inicialmente na Terra Indígena Parque do Tumucumaque. Atualmente, o governo federal confirma a ocorrência do fungo nos municípios de Almeirim, Óbidos e Oriximiná.

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