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'Fogo eterno': Chama Crioula acesa há 35 anos no RS vira ponto de encontro de gerações

Chama Crioula acesa há 35 anos no RS vira ponto de encontro de gerações

G1 — Brasil · 2026-09-19T22:03:48.000Z

Chama Crioula acesa há 35 anos no RS vira ponto de encontro de gerações

Em Eugênio de Castro, no Noroeste do Rio Grande do Sul, tradicionalistas se revezam para manter uma Chama Crioula acesa ininterruptamente há 35 anos. A prática exige cuidados diários e consome de 12 a 15 metros cúbicos de lenha em 12 meses.

No último ano, a missão de abrigar e cuidar do fogo foi da família Hartfeil. A tarefa demanda atenção constante, inclusive durante a madrugada, para garantir que a brasa não se apague. O agricultor Valdir Hartfeil relata a rotina de manutenção do fogo de chão.

"A gente bota uma madeira mais grossa e aí, quando a gente acorda de noite, vem da uma olhada. Como diz o gaucho: bater os tição", afirmou.

A tradição começou no início da década de 1990. O patrão do CTG Querência da Pátria, Gelson Mendes Teixeira, explica a origem da iniciativa.

"Em 1991, alguns tradicionalistas pediram autorização do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) de permanecer com a chama acesa após o 20 de Setembro aqui no município, sempre em alguma propriedade aqui dentro do município de Eugênio de Castro", disse Teixeira.

Chama Crioula acesa há 35 anos no RS vira ponto de encontro de gerações

O local onde o fogo é mantido também funciona como ponto de encontro na cidade. Ao redor da chama, os moradores se reúnem para compartilhar comida, chimarrão e música gaúcha.

Os encontros têm o objetivo de preservar a história e repassar o legado para as novas gerações. A estudante Gabriela Hartfeil avalia o futuro do costume.

"Se nossa geração tiver um pouco de amor pela cultura, acho que isso seja possível", disse.

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