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Podemos não querer morrer vítimas do lixo?

Conheci a palavra lixo muito antes de aprender a ler. O cheiro de chorume subia tão alto em dias de chuva que era impossível respirar. Era o odor do lixão que existiu por 28 anos em Perus, meu bairro, na região noroeste da capital paulista.

Folha — Em Cima da Hora · 2026-09-19T22:10:00.000Z

Conheci a palavra lixo muito antes de aprender a ler. O cheiro de chorume subia tão alto em dias de chuva que era impossível respirar. Era o odor do lixão que existiu por 28 anos em Perus, meu bairro, na região noroeste da capital paulista.

Durante todo esse tempo, toneladas e toneladas de lixo de toda a cidade vinham morar debaixo de nossos narizes. "Perus, o grande lixão da cidade mais rica do Brasil." Com muita luta, meus vizinhos fecharam o aterro. É algo histórico, já narrado por esta Folha .

Eu tinha 10 anos quando o movimento visitou minha escola e deixou um panfleto que dizia "Lixão + 1 não". Já sabendo ler, peguei a palavra lixão na mão e fui até a sala da diretora para pedir que fizéssemos alguma coisa. O que responder a uma criança que tem raiva e vontade de mudar o local onde mora?

Leia mais (09/19/2026 - 19h10)

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