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Emmanuel Macron e Donald Trump se cumprimentam em frente ao Palácio de Versalhes, em 17 de junho de 2026
G1 — Mundo · 2026-09-20T11:58:19.000Z
Emmanuel Macron e Donald Trump se cumprimentam em frente ao Palácio de Versalhes, em 17 de junho de 2026
O presidente da França, Emmanuel Macron, chegou neste domingo (20) a Saint-Pierre e Miquelon, território francês no Atlântico Norte, para se reunir com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
A visita ocorre semanas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar uma imagem que mostrava as ilhas cobertas pela bandeira americana.
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A viagem é a primeira de um presidente francês ao arquipélago desde 2014.
Saint-Pierre e Miquelon fica na costa atlântica do Canadá e é o único território que ainda pertence à França na América do Norte.
Segundo autoridades francesas, a visita busca reforçar a soberania do país sobre as ilhas e destacar os laços com o Canadá.
“Não há dúvida de que (é francês)”, disse Macron após desembarcar no território, que tem cerca de 5.800 habitantes.
Questionado sobre o mapa publicado por Trump, ele afirmou: “Não vamos reafirmar isso todos os dias porque as pessoas têm ideias estranhas ou dizem coisas estranhas”.
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Visita tem peso simbólico
A passagem de Macron pelo arquipélago ocorre antes de sua participação na Assembleia Geral anual da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Para diplomatas, o encontro com Carney tem peso simbólico após a publicação de Trump nas redes sociais.
A imagem compartilhada pelo presidente americano mostrava a bandeira americana sobre os territórios dos próprios EUA, do Canadá, da Groenlândia, da Islândia, do México, da América Central e do Caribe.
O mapa também incluía Saint-Pierre e Miquelon e territórios franceses no Caribe. Na época, a França não respondeu publicamente à publicação.
Além do aspecto simbólico, o arquipélago tem importância estratégica para a França por sua localização próxima aos EUA e ao Ártico, segundo um funcionário da Presidência francesa. As ilhas também são relevantes para a cooperação entre França e Canadá, especialmente na área de energia.
Macron, cujo governo enfrenta pressão interna devido à alta dos preços dos combustíveis, afirmou que gostaria que o Canadá ampliasse as exportações de gás natural liquefeito (GNL) para a Europa, em vez de concentrar os embarques principalmente na Ásia.
Os dois líderes também devem discutir a relação do Canadá com a União Europeia. O bloco abriu caminho para que o país se torne seu primeiro membro associado, segundo diplomatas.
Uma aproximação maior, porém, pode enfrentar obstáculos. Mais de dez anos depois de União Europeia e Canadá assinarem o Acordo Econômico e Comercial Global, e nove anos após o início de sua aplicação provisória, alguns países do bloco ainda não ratificaram o tratado — entre eles, a própria França.