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Renan Santos fala em 'cinismo' de eleitores que apoiam Valdemar após protestos anticorrupção

Renan Santos em Balneário Camboriú

G1 — Brasil · 2026-09-20T15:41:52.000Z

Renan Santos em Balneário Camboriú

Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, criticou neste domingo (20) o que chamou de “cinismo” de parte do eleitorado que foi às ruas contra a corrupção em 2016, pedindo a prisão de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.

Em ato em Balneário Camboriú , no Litoral Norte de Santa Catarina, o candidato afirmou que parte desses eleitores hoje apoia políticos ligados a Valdemar e adota comportamentos semelhantes aos que antes criticava entre os eleitores de Lula.

"E aí eu fico muito curioso em perceber que o mesmo cinismo que é adotado pelo eleitor do Lula, que aceita toda a roubalheira, passou a ser adotado pelo eleitor que pediu a cabeça da Dilma", disse, na Praça Almirante Tamandaré.

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Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), Valdemar Costa Neto é suspeito dos crimes de desvio de dinheiro e de associação criminosa.

Em julho, uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou que Valdemar é suspeito dos crimes de desvio de dinheiro e de associação criminosa.

Na ocasião, Dino determinou a suspensão de R$ 119 milhões em emendas e detalhou que as investigações da Polícia Federal encontraram indícios de que, mesmo sem mandato de parlamentar, Valdemar Costa Neto influenciava, de forma clandestina, o direcionamento de verbas de emendas. Para isso, o dirigente contava com servidores da Câmara dos Deputados, que destinavam verbas públicas de acordo com os interesses do presidente do PL.

Em nota, na época, a defesa dele disse ter recebido a decisão com surpresa. Valdemar negou a prática de qualquer crime e afirmou não haver prova ou indício de que tenha "aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso".

Após o ato, Renan Santos se deslocou para a academia de Marcelo Brigadeiro, candidato ao governo de Santa Catarina pelo Missão, em Balneário Camboriú. Depois, vai cumprir agenda em Blumenau, no Vale do Itajaí.

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