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Estação espacial chinesa ganha primeira air fryer projetada para o espaço

China está modernizando os eletrodomésticos da cozinha de sua estação espacial

G1 — Brasil · 2026-09-20T15:30:31.000Z

China está modernizando os eletrodomésticos da cozinha de sua estação espacial

Adrian Mann/StockTrek Images/IMAGO via Deutsche Welle

A estação espacial chinesa estreou a primeira fritadeira elétrica air fryer projetada para ser usada no espaço, como parte de uma modernização de seus equipamentos de cozinha com eletrodomésticos inteligentes, como um micro-ondas e um filtro de água desenvolvidos especificamente para funcionar em órbita.

Asas de frango, filés e bolos estão entre os pratos que os astronautas da estação Tiangong podem saborear durante suas longas estadias no espaço graças à air fryer, que conta com um sistema de eliminação de vapor, explicou o especialista do Centro de Astronautas da China Liu Weibo, citado neste domingo (20) pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Segundo Liu, a renovação da "cozinha espacial" faz parte de um programa que busca garantir que os taikonautas, como são chamados os astronautas chineses, estejam bem alimentados durante suas missões e possam desfrutar de refeições quentes preparadas em apenas vinte minutos.

O micro-ondas também foi projetado para impedir qualquer vazamento e permitir que a tripulação aqueça os alimentos com consumo mínimo de energia, afirmou.

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Mais de 200 ingredientes no cardápio

O plano nutricional também passou por melhorias: os taikonautas têm acesso a um cardápio com ciclo de dez dias e 200 ingredientes, incluindo verduras frescas, oleaginosas, bolos e carnes adequados para preparo em órbita, além de iogurte que pode ser fermentado na própria estação.

Batizada de Tiangong ("Palácio Celestial") e também conhecida pela sigla CSS (para estação espacial chinesa em inglês), a instalação foi projetada para operar por pelo menos dez anos e poderá se tornar a única estação espacial habitada do mundo após a aposentadoria da Estação Espacial Internacional (ISS), prevista para o fim desta década.

Até agora, as tripulações a bordo da Tiangong permaneceram em órbita, em sua maioria, por seis meses antes de serem substituídas.

Pequim reforçou nos últimos anos seu programa espacial com projetos como a construção da estação espacial, o programa lunar Chang'e e os preparativos para um futuro pouso tripulado na Lua antes de 2030.

O país também planeja construir a primeira fase de uma base científica tripulada até 2035: a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS, na sigla em inglês), uma parceria com a Rússia.

A China foi formalmente excluída da ISS em 2011, quando os Estados Unidos proibiram a Nasa de colaborar com Pequim, o que levou o gigante asiático a desenvolver seu próprio projeto de estação espacial.

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