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TST julga nesta segunda greve dos Correios e reivindicações dos trabalhadores, em paralisação há 11 dias

Greves param agências da Caixa e dos Correios

G1 — Economia · 2026-09-21T12:03:03.000Z

Greves param agências da Caixa e dos Correios

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) analisa, às 13h30 desta segunda-feira (21), os principais pontos da disputa entre os trabalhadores e os Correios. A categoria está em greve nacional desde o dia 10.

A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

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A Justiça determinou, por meio de liminar, que a categoria mantenha 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação.

O que os trabalhadores querem

A FINDECT (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações) afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo.

A federação afirma que os sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações.

Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar o impacto financeiro do benefício para as famílias.

A preocupação, de acordo com a FINDECT, envolve mais de 170 mil pessoas entre trabalhadores, aposentados e dependentes.

O que dizem os Correios

Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos.

A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente.

A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega.

Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos aos clientes.

O que está em jogo no plano de saúde

Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício.

A FINDECT defende a manutenção da redação atual e afirma que as outras cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo.

O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%.

A questão ainda aguarda julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

A greve permanece mantida enquanto não houver um entendimento entre as partes, segundo a FINDECT.

Após o julgamento no TST, os sindicatos realizarão novas assembleias para avaliar o resultado e definir os próximos encaminhamentos junto aos trabalhadores.

A federação afirma que continua aberta à negociação e que a solução para o impasse passa pela manutenção do plano de saúde nos moldes reivindicados pela categoria.

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