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Caso Isabelle Caracristi: namorado de estudante ainda não foi encontrado
G1 — Brasil · 2026-09-21T14:09:39.000Z
Caso Isabelle Caracristi: namorado de estudante ainda não foi encontrado
A morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, segue em investigação e a previsão da Polícia Civil pe concluir o inquérito nesta segunda-feira (21), após ouvir quatro depoimentos, conforme apuração da TV Verdes Mares.
Ela foi encontrada sem vida no dia 13 de setembro no pátio do condomínio onde morava com o namorado João Munhoz Neto, em Fortaleza. Até o momento, não há uma linha de investigação divulgada sobre o caso, mas quatro testemunhas foram ouvidas e outros quatro depoimentos serão colhidos. Também não foram apontados suspeitos ou investigados.
Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio
Quem era estudante achada morta no pátio de condomínio
'Mãe, eu te amo': universitária enviou mensagem à família antes de ser encontrada morta
Namorado de estudante encontrada morta em prédio ainda não foi encontrado
Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foram identificadas lesões no corpo da jovem "compatíveis com o impacto contra o solo". Exames laboratoriais realizados na vítima tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
João Munhoz é procurado pela polícia. O celular e um tablet da mãe dele, identificada como Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos pela Polícia Civil. Nem ele nem a mãe são citados como investigados ou suspeitos, mas os aparelhos da mãe dele serão periciados. O celular de Isabelle também foi recuperado e será periciado.
Abaixo, confira o que se sabe e o que falta saber sobre o caso:
Vídeo mostra últimos momentos de jovem encontrada morta em condomínio em Fortaleza
O que aconteceu
Universitária é achada morta no apartamento do namorado em Fortaleza
A estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, na noite do último domingo (13), no bairro Aldeota, em Fortaleza.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais nesta sexta-feira (18), depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso (confira no vídeo acima).
Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ainda não há um laudo da Perícia Forense que aponte a causa da morte da jovem. Em nota, a pasta informa que a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital investiga o caso.
Uma equipe da Perícia Criminal foi até o local, na noite do dia 13 de setembro, para o atendimento do caso. "Conforme as informações obtidas durante o atendimento, o óbito ocorreu na mesma data, por volta de 20h40", disse a pasta.
Quem era a vítima?
Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio onde morava com namorado, diz família
Isabelle Caracristi tinha 22 anos e estava no segundo semestre do curso de Direito. Ela estagiou por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu João Munhoz Neto. De acordo com a empresa, em agosto ela solicitou seu desligamento "por razões de ordem pessoal".
A mãe de Isabelle descreve a jovem como "intensa e romântica", uma "menina linda, extremamente amorosa":
"Quando eu viajava para trabalhar em Sobral, ela me ligava o tempo inteiro para saber se tinha chegado bem. Erámos muito amigas", disse Isorlanda Caracristi, em entrevista à TV Verdes Mares.
O que diz a mãe da vítima?
Caso Isabelle Caracristi: Perícia Forense volta ao local da morte de Isabelle Caracristi
A professora Isorlanda Caracristi disse que a filha tinha relatado que estava com dores no pescoço e quis passar o fim de semana com a mãe, dias antes da morte.
Ainda no sábado, dia 12 de setembro, Isabelle foi com a mãe para o aniversário de um familiar. No domingo, ela relatou que iria para uma missa e procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza, com o namorado e a mãe dele.
Durante o tempo em que Isabelle estava com a mãe, ela percebeu que a jovem recebia muitas mensagens do namorado, a quem Isorlanda atribui um comportamento controlador. A professora parou de ter notícias da filha no domingo à noite.
Segundo a mãe, foram duas mensagens enviadas por Isabelle no período da noite. Uma pedia para que a mãe olhasse uma comida que ela havia deixado na airfryer. A outra dizia: “Mãe, eu te amo”.
Quando Isabelle não respondeu às mensagens posteriores, a professora cogitou que ela tivesse dormido por efeito do relaxante muscular que havia indicado a ela. A mãe continuou sem respostas da filha na manhã da segunda-feira (14). Foi quando ela tentou contato com o namorado de Isabelle, por ligações e mensagens.
“Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada… Certo, aí eu me desesperei”, relatou Isorlanda.
Como a mãe soube da morte de Isabelle?
Ao chegar com o irmão ao prédio onde Isabelle morava com o namorado, a sogra e um irmão dele, Isorlanda relata que foi recebida pelos funcionários, que hesitavam em dizer o que estava acontecendo. Os familiares foram comunicados pela síndica que Isabelle tinha morrido na noite anterior e que o corpo dela tinha sido levado para a sede da Perícia Forense.
“Vocês não querem saber o que é isso não, a dor que eu senti. É como se estivesse rasgando todo o meu corpo. (...) Eu dizia para a síndica: ‘não me diga, isso é sonho, isso é sonho, não é verdade’... Aí eu pergunto, meu Deus, o que aconteceu com a minha filha, até hoje”, desabafou.
O que dizem o namorado e a sogra da vítima?
Em relato nas redes sociais, a mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, informou que o namorado e a sogra da filha não retornaram nenhuma tentativa de contato nem se manifestaram desde a morte da jovem.
A TV Verdes Mares tentou contato com o namorado de Isabelle e o escritório de advocacia onde ele trabalha. A produção conseguiu contato telefônico com a mãe do namorado da vítima, que desligou após a reportagem se identificar. Outras tentativas de contato com ela não foram atendidas.
O escritório onde o namorado de Isabelle trabalhou informou, por meio de nota, que João Munhoz exerceu "exclusivamente atividades de natureza administrativa" e que ele deixou de prestar serviço à empresa. Ainda conforme o escritório, Isabelle trabalhou no local por "aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal".
A mãe de João Munhoz foi encontrada no início da noite de domingo, na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho a Fortaleza. Lá, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão para apreender o celular e o tablet dela.
"Equipes da PCCE realizam diligências para localizar o namorado de Isabelle, mas, até o momento, não o encontraram. Ele está sendo procurado", disse a Secretaria de Segurança.
Último contato com a família
A mensagem ‘Mãe, eu te amo’ foi o último contato que a universitária fez com a família antes de ser encontrada morta. Antes disso, ela tinha avisado a mãe sobre uma comida que havia deixado na airfryer.
A estudante havia passado o fim de semana com a mãe, a professora Isorlanda Caracristi, e voltado para se encontrar com o namorado. Segundo familiares, Isabelle morava no condomínio com o namorado, a sogra e um irmão do namorado.
“Aí, depois disso, pronto. Nada. Ela não me deu ‘boa noite’, porque toda noite ela me dava ‘boa noite’. Não me deu ‘boa noite’, eu fiquei, achei que ‘não, mas ela tomou relaxante muscular, deve ter dormido’... Mas meu coração sempre, sempre apertado, me dizendo que a mãe sabe, a gente pressente, a gente tem um sentimento, a gente sabe disso”, relatou Isorlanda.
O que mostram as câmeras do edifício?
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Diário do Nordeste e confirmadas pelo g1 mostram a movimentação no condomínio onde a estudante de Direito foi encontrada morta. Veja a cronologia:
18h32: O namorado de Isabelle vai até a portaria do Condomínio La Piazza.
Após 18h32: o namorado e a mãe dele deixam o condomínio em um carro.
19h12: Isabelle aparece sozinha em um elevador, com o celular na mão. Ela segue para o rooftop, no 23º andar.
Por volta de 20h40: segundo a SSPDS, ocorre o óbito de Isabelle.
22h48: o namorado da estudante retorna ao condomínio.
Noite de 13 de setembro: uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce é acionada para atender à ocorrência. Durante os exames, são identificadas lesões no corpo da estudante compatíveis com impacto contra o solo.
14 de setembro: a mãe de Isabelle vai ao condomínio e é informada sobre a morte da filha.
18 de setembro: o caso ganha repercussão nas redes sociais após a mãe da estudante publicar um vídeo cobrando explicações e justiça.
Qual a causa da morte?
O laudo da Perícia Forense ainda não apontou a causa real da morte de Isabelle. O documento mostrou, no entanto, que foram identificadas lesões no corpo da jovem "compatíveis com o impacto contra o solo". Exames laboratoriais realizados na vítima tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
Qual a linha da investigação?
A polícia ainda não divulgou qual a linha de investigação do caso.
Não. Segundo a polícia, quatro testemunhas foram ouvidas até o momento e mais quatro depoimentos serão colhidos. Isso não significa, no entanto, que há suspeitos no caso, uma vez que a polícia não divulgou qual a linha de investigação.
O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, e a mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz, não são tratados como suspeitos. O g1 questionou a Secretaria da Segurança Pública se João é tratado como foragido, já que ele não foi visto após o crime e está sendo procurado, mas a pasta não respondeu até a publicação desta reportagem.
Vídeo mostra últimos momentos de jovem encontrada morta em condomínio em Fortaleza