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Família foi executada dentro de casa
G1 — Brasil · 2026-09-21T14:02:55.000Z
Família foi executada dentro de casa
A Polícia Civil investiga se o Comando Vermelho (CV) ordenou a execução de três pessoas da mesma família dentro de casa, em Nova Casa Verde, distrito de Nova Andradina (MS). Depoimentos dos presos indicam que o ataque era discutido antes do crime e que possíveis alvos eram procurados por fotografias.
Grupo é preso por triplo homicídio e deixar menino de 14 anos em estado grave durante execução em MS
Eliane Franco, de 37 anos, foi morta ao lado da filha, Raissa Franco, de 21, e do companheiro, Daniel Matos Alves, de 32. Dois filhos de Eliane também estavam na casa. Um adolescente de 14 anos foi baleado e socorrido em estado grave. O caçula, de 5, foi o único da família que não foi atingido.
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Os três mortos tinham ferimentos de tiros inclusive na cabeça e nas costas. Nos autos, a polícia aponta que a cena era compatível com uma execução.
Quatro pessoas foram presas: Karina Aparecida Chuba, de 34 anos; Bruno Gabriel Nunes Rocha, de 19; Carlos Kaike Antonio dos Santos, de 24; e Marcos Gabriel Antonio do Nascimento, de 22. Um quinto suspeito é procurado.
O g1 não conseguiu localizar as defesas dos presos até a última atualização desta reportagem.
Casa onde ocorreu o crime, pichada com nome de facção
Uma das investigadas contou à polícia que estava em uma casa usada pelo grupo quando ouviu dois homens conversarem sobre um ataque em Nova Casa Verde.
Ela disse que não sabia quem seriam os alvos nem quando o crime ocorreria.
Outro preso afirmou que dois suspeitos apareceram armados em uma casa e mostraram fotografias de pessoas que procuravam.
Um dos investigados também admitiu ter pilotado a moto usada para levar o homem apontado como autor dos disparos e a arma até o local do crime.
Até R$ 7 mil por três mortos
Uma das presas afirmou que fazia parte do CV havia cerca de dois meses. Ela disse que monitorava ruas, acompanhava a movimentação policial e auxiliava na logística do grupo.
Pelo trabalho, afirmou que poderia receber entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.
O depoimento não aponta, porém, que esse valor seria o pagamento pela execução da família.
A mulher também contou que as ordens eram repassadas por celular. Segundo ela, integrantes do grupo não conheciam pessoalmente quem estava acima deles. Até chamadas de vídeo eram feitas sem que a pessoa do outro lado mostrasse o rosto.
Agora no g1
A polícia também apura se o crime foi motivado por uma disputa entre facções.
Um dos presos disse inicialmente aos policiais que integrava o CV e que o ataque seria uma vingança pela morte de um integrante da facção conhecido como “Filipinho”.
Segundo o relato, “Filipinho” teria sido morto dias antes por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Depois, em interrogatório, o suspeito negou fazer parte de uma facção.
A versão ainda é investigada. Os documentos não esclarecem quem da família seria o alvo principal nem qual seria a relação das vítimas com a morte de “Filipinho”.
Em frente à casa, a polícia encontrou uma pichação com a sigla “CV”. A relação da inscrição com o crime também é apurada.
A investigação tenta identificar quem deu a ordem para o ataque e por que a família foi escolhida.
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