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El Niño vai aumentar riscos de temporais no RJ a partir da primavera; verão será mais quente que a média

Banhistas se refrescam no Leme, na Zona Sul do Rio

G1 — Brasil · 2026-07-26T07:01:04.000Z

Banhistas se refrescam no Leme, na Zona Sul do Rio

Fausto Maia/The News 2/Estadão Conteúdo

O El Niño deve trazer atenção redobrada para o calor no estado do Rio de Janeiro nos próximos meses. Segundo a Climatempo, a primavera e o verão serão caracterizados por temperaturas acima da média, cenário que pode começar a ser percebido já em setembro.

“No estado do Rio de Janeiro, onde a primavera e o verão já são caracterizados por temperaturas elevadas, a ocorrência de um El Niño pode contribuir para períodos com temperaturas acima do normal para a estação”, afirmou a meteorologista Hana Silveira.

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A ocorrência de episódios de chuva intensa no RJ pode se tornar mais frequente ao longo desse período. Eles podem estar ligados à atuação de diferentes sistemas meteorológicos, como frentes frias, à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e principalmente aos eventos convectivos, conhecidos popularmente como tempestades de verão, típicos desta época.

Segundo Hana Silveira, em anos de El Niño, as precipitações costumam ocorrer de forma mais irregular e localizada.

“Os episódios de chuva intensa tendem a estar mais associados às passagens de frentes frias e aos eventos convectivos. Quando esses mecanismos predominam, a chuva ocorre de forma mais localizada e irregular, característica típica das tempestades convectivas. Isso significa que uma cidade pode registrar chuva intensa enquanto áreas vizinhas recebem pouca ou nenhuma precipitação”, explicou.

O QUE É O EL NIÑO? O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico. Quando o fenômeno está ativo, o planeta costuma registrar calor acima da média. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.

El Niño terá calor acima da média no Rio de Janeiro

Segundo alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas responsável por acompanhar o clima, a tendência é que o El Niño se intensifique ao longo do segundo semestre e atinja o pico entre novembro e fevereiro.

Ela alertou que o fenômeno eleva as chances de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.

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El Niño e La Niña

Medidas de prevenção

Diante da possibilidade de intensificação dos efeitos do El Niño, a Prefeitura do Rio anunciou, na última semana, um conjunto de ações voltadas à prevenção, ao monitoramento e à resposta a eventuais impactos climáticos.

Entre as medidas estão a aceleração de obras de contenção de encostas e combate a enchentes, com a antecipação de cronogramas para que as intervenções estejam concluídas antes do verão.

O município também informou que irá reforçar a divulgação dos protocolos de enfrentamento ao calor extremo, com o objetivo de orientar a população e minimizar os impactos das altas temperaturas previstas para os próximos meses.

Obra de contenção de encostas no Complexo de São Carlos

O governo federal decidiu antecipar o início do fornecimento de energia de cinco contratos de leilões de reserva de capacidade na modalidade energia e de um contrato na modalidade potência, diante dos efeitos do fenômeno El Niño.

A medida acrescentará 1,8 gigawatt (GW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Em nota, o comitê afirmou que a antecipação dos contratos é "fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e no início de 2027", especialmente em razão dos possíveis impactos do El Niño.

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