ITATIBA1

Renato Jaguarão (Cidadania) propõe criar zona franca na Metade Sul do RS em entrevista à RBS TV

O candidato do Cidadania ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Renato Jaguarão, afirmou nesta terça-feira (22), em entrevista ao Bom Dia Rio Grande, que pretende apoiar a aprovação de uma lei federal para criar uma zona franca na Metade Sul do estado.

G1 — Brasil · 2026-09-22T11:20:56.000Z

O candidato do Cidadania ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Renato Jaguarão, afirmou nesta terça-feira (22), em entrevista ao Bom Dia Rio Grande, que pretende apoiar a aprovação de uma lei federal para criar uma zona franca na Metade Sul do estado.

Segundo Jaguarão, a proposta permitiria conceder incentivos fiscais para atrair empresas, gerar empregos e estimular o desenvolvimento econômico da região. O candidato comparou a iniciativa ao modelo adotado na Zona Franca de Manaus.

"Uma lei federal criando a Zona Franca na Metade Sul, que a gente possa dar isenção para as empresas, atrair empresas, gerar emprego", afirmou.

Jaguarão também falou sobre redução da estrutura pública, dívida do Rio Grande do Sul com a União, criação de um fundo para calamidades, escala de trabalho 5x2, Supremo Tribunal Federal (STF) e financiamento da saúde. A entrevista teve duração de 15 minutos.

Paulo Renato Jaguarão Silva da Rosa tem 57 anos. Natural de Jaguarão, é gestor público, poeta e compositor. Atuou como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa e no Senado Federal. Disputou três eleições para prefeito de Jaguarão, uma para deputado estadual e outra para deputado federal.

A entrevista integra a série do Bom Dia Rio Grande com os candidatos ao Senado nas eleições de 2026. Os candidatos de partidos, coligações e federações que possuem pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional participam ao vivo. Os demais são entrevistados em reportagens gravadas.

A ordem foi definida em sorteio na presença dos representantes dos candidatos. As entrevistas ao vivo têm duração de 15 minutos. Veja o calendário:

14 de setembro: Frederico Antunes (PSD), ao vivo;

15 de setembro: Sanderson (PL), ao vivo;

16 de setembro: Milton Cardoso (PSDB), ao vivo;

17 de setembro: entrevistas gravadas com Ric Jones (PCO), Regis Ethur (PSTU), Luciano do MLB (UP) e Daniela Maidana da Silva (PSTU);

18 de setembro: Manuela D'Avila (PSOL), ao vivo;

21 de setembro: Paulo Pimenta (PT), ao vivo;

22 de setembro: Renato Jaguarão (Cidadania), ao vivo;

23 de setembro: Germano Rigotto (MDB), ao vivo;

24 de setembro: Marcel Van Hattem (NOVO), ao vivo.

Zona franca na Metade Sul

Jaguarão defendeu a criação de uma zona franca na Metade Sul do Rio Grande do Sul. Segundo o candidato, uma lei federal poderia conceder isenções fiscais para estimular a instalação de empresas e a geração de empregos.

O candidato afirmou que já existe uma proposta relacionada ao tema no Congresso Nacional. Jaguarão citou a Zona Franca de Manaus como referência para o modelo que pretende apoiar.

Segundo Jaguarão, a Metade Sul enfrenta dificuldades econômicas e não conseguiu acompanhar o desenvolvimento da região norte do estado. Para ele, os incentivos poderiam contribuir para reduzir essa diferença.

O candidato também relacionou a proposta à revisão do pacto federativo. Jaguarão afirmou que o Rio Grande do Sul envia mais recursos à União do que recebe de volta.

"Eu defendo uma lei federal criando a Zona Franca do Pampa. Mas eu não estou inventando a roda", afirmou. "Não é possível que o Rio Grande do Sul trabalhe e produza para sustentar outros estados e a União não nos devolva aquilo que nós merecemos", disse.

Jaguarão defendeu uma reforma administrativa para reduzir a estrutura do governo federal e o número de funcionários e assessores no Congresso Nacional. O candidato afirmou que cerca de 28 mil pessoas trabalham diariamente no Congresso. Também disse que alguns gabinetes do Senado possuem quase 90 funcionários e que os recursos mensais ultrapassam R$ 600 mil.

Questionado sobre quais cargos pretende cortar, Jaguarão não apresentou um levantamento específico. O candidato afirmou que a reforma deve analisar principalmente o tamanho dos quadros funcionais.

"Precisa uma reforma administrativa urgente. O governo federal é uma máquina muito inchada. Para pagar esta máquina, que é muito inchada, cobra muitos impostos e oferece poucos serviços para o cidadão", afirmou. "Eu proponho justamente que a gente faça uma readequação, ou seja, que a gente faça uma reforma administrativa, olhando principalmente a questão dos quadros", disse.

Jaguarão também citou a participação em uma iniciativa para extinguir pensões vitalícias concedidas a ex-governadores do Rio Grande do Sul. Segundo ele, a renovação de dois terços do Senado pode ampliar o apoio a projetos de redução de benefícios.

O candidato afirmou ainda que os senadores gaúchos devem atuar em conjunto, independentemente das diferenças partidárias e ideológicas.

Dívida do RS e fundo para calamidades

Jaguarão defendeu a ampliação do prazo de suspensão do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União. Segundo o candidato, o estado não teria condições de conciliar a retomada das parcelas com os investimentos necessários à reconstrução.

Jaguarão afirmou que uma eventual revisão judicial pode levar tempo e que a prioridade imediata deve ser impedir o retorno dos pagamentos.

"'Nós temos que trabalhar para que seja ampliado esse prazo. Pelo menos até que a reconstrução seja feita", afirmou. "Se nós tivermos que pagar, a partir do ano que vem, novamente, a dívida com a União, nós não vamos conseguir reconstruir o Estado do Rio Grande do Sul", disse.

Ao falar sobre a prevenção e a resposta a eventos climáticos, Jaguarão propôs um fundo constitucional para calamidades. Segundo ele, o mecanismo permitiria manter recursos disponíveis para o atendimento imediato à população.

O candidato citou dificuldades para obter telhas e lonas após os danos provocados por eventos climáticos em Pelotas. Também defendeu uma estrutura permanente e preparada para situações de emergência.

Escala de trabalho 5x2

Jaguarão afirmou ser favorável à substituição da escala de trabalho 6x1 pelo modelo 5x2. O candidato também defendeu uma revisão mais ampla da legislação trabalhista.

Segundo Jaguarão, empregados e empregadores devem ter maior liberdade para negociar as condições de trabalho. Para ele, uma mudança na jornada deve considerar os impactos sobre as empresas.

O candidato afirmou que os empregadores pagam encargos elevados e que o governo deveria oferecer contrapartidas para a implantação das novas regras.

"Eu me posiciono no 5x2. Nós tínhamos até então a escala 6x1, eu me posiciono no 5x2", afirmou. "Nós temos que dar mais liberdade para que empregado e empregador possam discutir e ver o que é melhor para ambos", disse.

Supremo Tribunal Federal

Jaguarão defendeu mudanças nas regras de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal e na tramitação de pedidos de impeachment no Senado.

Segundo o candidato, dispositivos da Constituição relacionados à escolha dos ministros precisam ser revistos. Jaguarão citou propostas em tramitação no Congresso que poderiam incluir a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e do próprio Legislativo no processo de indicação.

O candidato também defendeu retirar do presidente e da Mesa Diretora do Senado a possibilidade de decidir sozinhos sobre o andamento dos pedidos de impeachment.

Segundo Jaguarão, os pedidos deveriam ser analisados pelos 81 senadores. O candidato afirmou que mudanças na forma de indicação não seriam suficientes sem novas regras de fiscalização e responsabilização.

"Nós temos que tirar o poder da Mesa Diretora do Senado, do presidente do Senado, para que todos os senadores, o colegiado como um todo, possam levar em plenário", afirmou. "Nós temos que ver a indicação, mas também nós temos que ver a cassação, ou nós temos que ver o impedimento", disse.

Jaguarão declarou apoio ao impeachment de ministros que tenham cometido ilegalidades.

Renato Jaguarão (Cidadania)

VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Leia no Itatiba1 →