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Dólar abre em alta, de olho em ata do Copom e Lula na ONU

O dólar abriu a sessão desta terça-feira em alta, com um avanço de 0,22% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1195. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam, às 10h.

G1 — Brasil · 2026-09-22T12:00:35.000Z

O dólar abriu a sessão desta terça-feira em alta, com um avanço de 0,22% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1195. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam, às 10h.

O destaque da sessão fica com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanham a queda nos preços do petróleo, que pode pressionar ações do setor de energia, e o discurso do presidente Lula (PT) na Organização das Nações Unidas (ONU).

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Perto das 8h55, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 1,95%, cotado a US$ 98,38. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 2,59%, a US$ 93,30 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: -0,70%;

Acumulado do mês: -1,38%;

Acumulado do ano: -6,93%.

Acumulado da semana: +0,74%;

Acumulado do mês: +5,17%;

Acumulado do ano: +15,81%.

Queda nos preços do petróleo

As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve.

No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não". A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio.

Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias.

No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio.

A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity.

Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.

Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.

Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.

Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.

Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.

Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fecharam em alta modesta, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.

O SSEC, índice de Xangai e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,2%.

Entre os demais mercados da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,15%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar.

Murad Sezer/ Reuters

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