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'Coração Selvagem', com Brad Pitt e seu doguinho, quer te fazer chorar com drama pós-guerra; g1 já viu

Brad Pitt e cão Uber em 'Coração Selvagem'

G1 — Brasil · 2026-09-22T13:00:01.000Z

Brad Pitt e cão Uber em 'Coração Selvagem'

Se você é daqueles que se emociona com filmes que contam com cachorros como protagonistas, separe um lenço ao assistir a "Coração Selvagem".

Estrelado por Brad Pitt e pelo cão pastor-alemão Uber, o longa, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (24), é uma saga de superação que busca fisgar o espectador apelando para uma das fórmulas mais certeiras: o amor mútuo entre um cachorro e seu tutor. E consegue.

Que o diretor David Ayer gosta de uma ação, isso é sabido. Veterano da Marinha dos EUA, ele construiu a carreira explorando a violência urbana e a lealdade masculina em roteiros como "Velozes e Furiosos" e "Dia de Treinamento", além de dirigir "The Beekeeper".

Aqui, Ayer reencontra Brad Pitt anos após a parceria no drama de guerra "Corações de Ferro", mas numa dinâmica bem diferente.

Para Pitt, o projeto chega em um momento maduro da carreira. Após vencer o Oscar por "Era Uma Vez em... Hollywood" e circular por sucessos recentes de ação como "Trem-Bala" e "Lobos", o astro parece confortável em abrir mão da vaidade para dividir o protagonismo com um cachorro.

Brad Pitt em 'Coração Selvagem'

Em "Coração Selvagem", James Belmont (Brad Pitt) é um ex-militar das forças especiais norte-americanas que viaja ao Alasca em um teco-teco com seu parceiro, Odin (Uber), um cão militar também aposentado.

Os dois sofrem de estresse pós-traumático por conta dos horrores vividos na guerra. Odin, por exemplo, perdeu os dentes e uma das patas no combate, e tem pesadelos frequentes relembrando momentos tensos.

Durante a viagem, James sofre uma parada cardíaca enquanto pilotava seu monomotor. No acidente, os dois vão parar no meio de uma floresta isolada e precisam andar por quase 100 km até uma saída.

Brad Pitt e cão Uber em 'Coração Selvagem'

É então que começa um drama. Os desafios são vários e os dois veteranos de guerra vão conseguindo se virar das maneiras mais inusitadas. Richard Dean Anderson, o eterno MacGyver, ficaria orgulhoso da dupla.

Ao longo de duas horas, o espectador vai ficar segurando o fôlego pensando: 'meu Deus, como eles vão escapar dessa?' e, ao conseguirem uma solução, ficará emocionado com James e Odin cuidando um do outro e trocando gestos de afeto.

Em entrevistas, David Ayer comentou sobre o desafio de ter Brad Pitt sendo Brad Pitt enquanto a outra parte era um cachorro que, por mais adestrado que fosse, não estava no seu ambiente.

"A gente gravava esperando o momento perfeito entre os dois, que podia demorar, mas acontecia!".

E por vários momentos vemos boas cenas de interação entre os dois atores. O cão não é só um detalhe no filme, ele tem um grande protagonismo, principalmente na mensagem da obra, que foca bastante nas consequências do pós-guerra.

Brad Pitt, por sua vez, não fez o melhor filme da sua vida, mas está longe de entregar algo ruim.

A parte baixa do filme fica por conta do tom, que em alguns trechos soa como uma propaganda para cães destacados para conflitos envolvendo o poder militar dos EUA.

Pesquisas apontam que até 20% dos reservistas norte-americanos sofrem de transtorno pós-traumático. Não há dados sobre cães, mas é de se imaginar que seja um número igual ou superior.

No fim das contas, você pode se pegar chorando assistindo a um filme que trata das consequências da guerra sob a ótica de um cachorro.

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