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Arrecadação federal soma R$ 235 bilhões em agosto, recorde para o mês

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 235,6 bilhões em agosto deste ano, informou nesta terça-feira (22) a Receita Federal.

G1 — Brasil · 2026-09-22T14:00:01.000Z

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 235,6 bilhões em agosto deste ano, informou nesta terça-feira (22) a Receita Federal.

O resultado representa um aumento real de 8,25% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 217,6 bilhões (valor corrigido pela inflação).

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Relembre alguns aumentos de impostos:

alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior);

mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;

aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então;

reoneração gradual da folha de pagamentos;

fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);

início da taxação das bets;

aumento do IOF sobre crédito e câmbio;

alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

Moedas de real; dinheiro.

Bruno Domingos/ Reuters

Parcial do ano

Nos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 2,11 trilhões — sem a correção pela inflação.

Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 2,13 trilhões de janeiro a agosto, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,98 trilhão.

Meta fiscal em 2026

Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.

Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.

Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

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