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Os oito investigados em caso de falsa operação policial para roubar dinheiro vivo e 30 kg de ouro em Roraima.
G1 — Brasil · 2026-09-22T14:50:47.000Z
Os oito investigados em caso de falsa operação policial para roubar dinheiro vivo e 30 kg de ouro em Roraima.
O delegado da Polícia Civil do Amazonas, John Allan Cunha Castilho, o influenciador Ivan Luiz Bastos Guimarães, dois investigadores e outras quatro pessoas viraram réus na Justiça por envolvimento no roubo de 30 kg de ouro e R$ 800 mil durante uma falsa operação policial em Boa Vista.
Os oito foram denunciados pelo Ministério Público (MP) de Roraima no processo que tramita na Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas. A denúncia foi aceita pela juíza Daniela Schirato. Veja quem são os réus e as acusações:
Marcelo Henrique de Araújo Sobral (investigador da Polícia Civil de Roraima): acusado de organização criminosa armada, dois crimes de roubo majorado e lavagem de dinheiro;
John Allan Cunha Castilho (delegado da Polícia Civil do Amazonas): acusado de organização criminosa armada e roubo majorado;
Diego Gabriel Rodrigues de Araújo (investigador da Polícia Civil do Amazonas): acusado de organização criminosa armada e roubo majorado;
Ivan Luiz Bastos Guimarães (empresário e influenciador): acusado de organização criminosa armada, roubo majorado e lavagem de dinheiro;
Guilherme Santana da Silva (participante do roubo): acusado de organização criminosa armada, dois crimes de roubo majorado e lavagem de dinheiro;
Silvan André Santos da Silva (informante): acusado de organização criminosa armada e roubo majorado;
Rayana Cabral Paes (irmã de Ariane): acusado de organização criminosa armada, dois crimes de roubo majorado e lavagem de dinheiro. Está em prisão domiciliar.
Ariane Cabral Paes (esposa de Marcelo Sobral): acusada de organização criminosa armada, dois crimes de roubo majorado e lavagem de dinheiro. Responde ao processo em liberdade.
O g1 apurou que todos os investigados, com exceção de Ariane Cabral, que responde em liberdade, estão presos por conta do cumprimento de mandados de prisão preventiva. Rayana Cabral está em prisão domiciliar.
A reportagem tenta contato com a defesa de todos os citados.
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O crime ocorreu no dia 29 de março de 2026, no bairro Caçari. O grupo criminoso simulou uma operação policial para cometer o falso assalto. A intenção era simular uma apreensão oficial do minério e do dinheiro em espécie, mas a carga milionária nunca foi levada a uma delegacia.
O que o MP considerou para acusá-los
A denúncia do Ministério Público dividiu a atuação da quadrilha em quatro crimes principais. O documento detalha como o grupo se organizou, os assaltos cometidos e as manobras para esconder os lucros ilícitos. Veja o que o MP considerou para acusá-los:
Roubo na Vila Samaúma: Em janeiro de 2026, os criminosos usaram uma viatura para simular uma blitz policial armada no município de Alto Alegre. Na ocasião, eles roubaram o ouro que estava em uma caminhonete.
Roubo no Caçari: Em 29 de março de 2026, a quadrilha invadiu uma residência em Boa Vista sob a farsa de uma operação policial. Na ação, eles levaram cerca de 30 kg de ouro e R$ 800 mil em dinheiro vivo.
Organização criminosa armada: O grupo uniu agentes de Roraima e do Amazonas, com divisão clara de tarefas. Eles usavam a própria estrutura e os equipamentos da polícia para cometer os crimes.
Lavagem de dinheiro: Após os roubos, os suspeitos realizaram manobras financeiras, depósitos e aquisições de bens para esconder a origem ilegal do dinheiro e do minério.
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Pedidos de afastamento e irmãs acusadas
Além das denúncias e pedidos de prisão, o MP também solicitou o afastamento imediato das funções públicas dos três agentes envolvidos: o investigador roraimense Marcelo Sobral e os policiais do Amazonas, John Castilho e Diego Araújo.
Na decisão judicial, a juíza Daniela Schirato informou que não avaliaria o pedido de afastamento cautelar neste momento, justificando que a medida se torna desnecessária agora porque os três policiais já estão presos.
Caso sejam condenados, o órgão exige a perda definitiva dos cargos por abuso de poder e violação de deveres.
A esposa do investigador Marcelo Sobral, Ariane Cabral Paes, e a irmã dela, Rayana Cabral Paes, também foram denunciadas pelo MP, mas sem pedido de prisão. Elas respondem ao processo em liberdade e cumprem medidas cautelares determinadas pela Justiça.
O Ministério Público também pediu a quebra do sigilo de dados armazenados na nuvem (arquivos online) do delegado John Castilho e do investigador Diego Araújo.
O órgão argumenta que a condição de policiais dos investigados representa um risco concreto à investigação, pois eles têm acesso a sistemas institucionais, conhecem rotinas de perícia e podem apagar vestígios digitais e intimidar testemunhas.
Sobre esse ponto, a magistrada decidiu que o pedido de quebra de sigilo da nuvem não seria apreciado neste documento, pois já foi analisado em um processo separado.
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