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Ao discursar nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicou parte de sua fala a temas voltados ao público brasileiro e outra parte a recados…
G1 — Brasil · 2026-09-22T15:51:04.000Z
Ao discursar nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicou parte de sua fala a temas voltados ao público brasileiro e outra parte a recados direcionados a Donald Trump e à comunidade internacional.
Lula fez menção, por exemplo, a temas como PIX, bets e fim da escala 6x1, questões domésticas; mas também a temas internacionais, como reforma do Conselho da ONU, crises em países como Haiti, Nicarágua e Venezuela, além de dizer, em indireta aos Estados Unidos, que o Brasil não cabe no "quintal" de ninguém.
Esta foi a décima vez que Lula discursou no debate geral da assembleia da ONU. Ao todo, o discurso durou cerca de 25 minutos, e auxiliares do presidente já haviam informado que, em linhas gerais, o petista abordaria temas como soberania, democracia, conflitos ao redor do mundo e multilateralismo.
Lula discursou para uma plateia formada por chefes de Estado, de governo, diplomatas e delegações de países. A fala do brasileiro aconteceu após as declarações do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e do presidente da assembleia, Khalilur Rahman, mas antes do pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Veja abaixo alguns dos temas abordados por Lula na Assembleia Geral da ONU:
- PIX: Disse que o Brasil não vai ceder a “pressões” de multinacionais que querem “privatizar” o PIX;
- Bets: Afirmou que o setor “transforma o vício em lucro” e está “destruindo lares”;
- Escala 6x1: Declarou que aprovar a lei é fundamental para aliviar a sobrecarga doméstica que recai sobre as mulheres;
- Eleições: Afirmou que o Brasil precisa decidir se quer “avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão”;
- Combate ao crime: afirmou que o Brasil apresentou proposta aos EUA para combater o crime organizado de forma conjunta.
- Afirmou que o Brasil tem uma sistema eleitoral “moderno e robusto”;
- Declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”;
- Disse que a ONU precisa optar pelo multilateralismo ou unilateralismo, pela democracia ou pelo extremismo e pela soberania ou pela subordinação;
- Criticou o “genocídio” praticado pelo governo de Benjamin Netanyahu, as crises no Haiti, na Venezuela e na Nicarágua;
- Declarou que o mundo está “refém” do “imobilismo” do Conselho de Segurança da ONU.
‘Relativização da soberania’
Ao participar de uma reunião de chanceleres dos países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o ministro Mauro Vieira fez um “alerta” para o que chamou de “relativização da soberania” na região.
Integrantes do governo brasileiro avaliam que os Estados Unidos têm tentado interferir nas eleições presidenciais deste ano, marcadas para outubro.
Nesse cenário, tanto Lula como Mauro Vieira fizeram menção ao tema da soberania, uma vez que entendem que, diante das tentativas americanas, os fóruns internacionais são os espaços adequados para levar a discussão sobre este tema adiante.